sexta-feira, 1 de julho de 2016
República Brasileira.
Temos 126 anos de república, apenas. Nestes 126 anos só tivemos voto universal (para todos os cidadãos) em menos de 26 anos (pobres, negros, analfabetos e mulheres foram ganhando direito a voto ao longo do tempo - ou seja, ganharam cidadania). Foram 36 presidentes. Mas apenas 12 foram eleitos pelo povo. Dos 12, apenas 5 terminaram o mandato. Golpes e golpes...
Tivemos 3 estados de exceção durante a república e estamos caminhando para o 4º. Ou seja, 3 momentos de ditadura. O período máximo em que a república no Brasil realmente foi respeitada não passa de 26 anos.
Sabem quanto tempo a esquerda governou o país nesses 126 anos? Menos de 14 anos! How!!!
Será mesmo que o Brasil é atrasado, corrupto, "pobre" e vivemos mal por causa das ideias de esquerda? Porque a direita governa esse cabaré, que eu amo, há 112 anos e veja como é bom, como vivemos bem, como somos desenvolvidos!
E eu ainda tenho de ter tranquilidade para encarar as críticas infundadas de quem quer apenas, deixar as coisas como sempre estiveram. Ricos mais ricos e pobres mais pobres.
Essa é a direita.
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
O problema é... quando os ouvidos tem paredes... ou - Os motivos do Terrorismo
07 de janeiro de 2015, Paris, França...
Os irmãos Chérif e Saïd Kouachi invadem a redação do controverso periódico Charlie Hebdo e fuzilam com fuzis de assalto 12 pessoas, dentre elas 2 policiais, ferem mais 11 pessoas, 5 delas gravfemente, que estavam nas imediações. No mesmo dia outro terrorista, Amedy Coulibali, assassina um policial em outra região da Cidade.
08 de janeiro de 2015, Paris, França...
Amedy invade um supermercado e mata 4 pessoas.
11 de janeiro de 2015, Paris, França...
Amedy é morto pela polícia. Em seguida o vídeo de autoria associada ao Estado Islâmico é divulgado.
13 de novembro de 2015, Paris, França...
Atentados simultâneos matam 129 pessoas, até agora, além de centenas de feridos. Foram explosões no Estade de France e tiroteiros na casa de shows Bataclan, no bar Le Carollon, no restaurante Le Petit Cambodge, no bar A La Bonne Biére, no bar La Belle Equipe e na Brassserie Comptoir Voltaire. Novamente o estado Islâmico assumiu os ataques e prometem mais.
Uma miríade de representantes Islâmicos vem a público renegar esses crimes como sendo praticados por sua fé, e sim por fundamentalistas radicais que não representam o Islamismo.
Não se justifica terrorismo. Está errado e pronto.
Mas precisamos entendê-lo. Precisamos muito entendê-lo.
Esse post surge porque, ao comentar a tragédia em dois grupos distintos, com pessoas distintas, quando falei que os terroristas tinham seus motivos, todos foram imediatos em dizer que não haviam motivos que justificassem o ato. Tentei dizer que motivos não são justificativas, mas os entendimentos pareceram tão surdos que resolvi falar aqui. E eu acho que, a falta de disposição para entender a situação é, em boa parte dos casos, a raiz de todo engano.
Não vou me ater ao fato de que, somos extremamente seletivos em relação a nossa identificação. 129 pessoas na França causam uma comoção no mundo ocidental que nenhuma dezena de milhar de negros africanos trucidados causaria. Não faltam exemplos... mas esse não é o tema.O Estado Islâmico, conhecido como ISIS ou ainda Daesh, ocupam um território entre a Síria e o Iraque. A conquista veio à força e no vácuo de poder existente no território. Implantaram um modelo político teocrático e cometem uma barbaridade atrás da outra em nome de Alah.
Agora chegamos ao ponto... aqueles motivos... Mas tudo começa numa dúvida: Porque tantas pessoas daquela mesma região, com tanta frequência, decidem explodir pessoas mundo afora, matar inocentes e professar uma crença insana e primitiva? Porque, na região onde se encontra o Oriente-médio, a Península Arábica, parte da Ásia Oriental e Central e uma parcela do norte da áfrica, tem uma proliferação abundante de pessoas que acreditam ser essa uma melhor saída para a vida e para seu povo? Eu acho que esse é meu ponto de partida. Vou apresentar o que eu penso, tão somente.
Primeiro ponto, a meu ver é que é uma região rica, ou potencialmente rica. De muitos usos e muitas culturas antigas. Para o bem e para o mal ela está localizada na "fronteira" entre a Ásia e a Europa e o problema começa aí... o que deveria ser uma benção, vira uma maldição.
O povo árabe é numeroso, mas extremamente subdividido ao longo do tempo. Tal qual seus primos Judeus, possuem uma cultura forjada no deserto, com verdades absolutas, necessidades imediatas, intolerância a dissenção, tolerante ao sofrimento e perseverante com a naturalidade com que respiramos. Os Judeus, em sua imensa diáspora, foram influenciados pelas sociedades burguesas das quais participaram, mas os árabes cultivam, em muitos aspectos, a mesma visão árida do deserto.
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| Islã |
A lista de conflitos na região é grande. Foram dominados ou acossados por Egípcios, Macedônios, Mongóis, Romanos, por toa toda Europa nas Cruzadas e pelos Turcos que dominaram o que chamamos de Oriente Médio desde a queda do Império Bizantino em 1453 até 1922 com a primeira guerra mundial.
Durante toda a antiguidade e idade média a região era importante por ser rota comercial do oriente para a Europa, e por isso, todos a desejavam a ponto de matar e morrer pela riqueza da região. Além do aspecto econômico, a questão religiosa com a posse dos locais sacros das maiores religiões monoteístas do planeta está sempre na mesa de debates e nos campos de batalha.
Apenas no século 20, com o fim do Império Otomano, o povo árabe começou a desejar ser uma nação unificada com um país para chamar de seu. A ideologia do Pan Arabismo e o crescimento econômico da região foi solapado pelo desenvolvimento tecnológico mundial, utilizando petróleo como força motriz de carros, aviões, fábricas, navios... O Oriente Médio flutua sobre 1/3 das reservas de petróleo de todo o planeta. Essa riqueza, transformada em interesse das grandes potências fez com que o sonho de um grande Estado Árabe fosse jogado no lixo através de diversos pequenos estados, dependentes economicamente da Europa e EUA e recebendo constante interferência política e econômica.
Em resumo, desde o fim da primeira guerra mundial, EUA, Inglaterra e França fazem o que querem na região em maior ou menor grau.
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| Bush e Saddam |
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| Bush e Saudita |
Mas voltando aos Árabes.
Esse povo alimenta o sonho de definir os destinos de sua vida a quase 100 anos e são paupérrimos (com exceção de ilhas de riqueza, como o Catar) pisando num mar de ouro. A excessiva interferência Europeia resulta no acirramento das ideias de opressão e na xenofobia. A pobreza é celeiro fiel de novos radicais dispostos a explodir bombas no próprio corpo em prol de uma realidade melhor, de um futuro melhor porque que o seu presente é uma grande droga. Vejam onde nascem as principais organizações radicias e você terá um mapa dos territórios mais miseráveis e manipulados do mundo árabe. Essa ideologia transpõe fronteiras e encontra solo fértil na segregação e no desejo de independência. Essa ideologia encontra seus elos de identificação via religião, com a mesma virulência e radicalismo professado pelo cristianismo à época da "Santa" Inquisição, com o mesmo furor eugênico do Nazismo, e com a mesma ganância com que o Império Azteca e Inca foram dizimados pelos Latinos no "descobrimento" do continente americano.
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| Execução em massa de prisioneiros iraquianos pelo ISIS |
Em relação à França, a menos de 39 anos a França ainda possuía países colonizados. Djibout foi a última colônia francesa a conseguir sua independência. A 60 anos atrás, nada menos que 21 territórios eram colonizados (ou seja, escravizados) pela França. Até o início do século passado a população Parisiense era brindada com exibições "etnográficas", onde negros eram expostos em zoológicos improvisados como atração cultural. Recentemente a França integrou, e integra, a frente que bombardeia o Oriente Médio, o Afeganistão e onde quer que os interesses comerciais franceses, ingleses e americanos apontem. Não é de se espantar que os terroristas tenham apreço por explodir a França. A própria Síria era um país com majoritária interferência francesa até a Guerra Fria.
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| Doutrina Monroe |
Lamento, lamento tanto.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Enem 2011... a polêmica...






segunda-feira, 18 de julho de 2011
Tragédias que repercutem...


quinta-feira, 29 de julho de 2010
A imbecilidade não tem fim!
É uma frase apenas, que na minha humilde opinião, é uma imbecilidade.
Trata de um ex-bbb.
Dizia:
"Chamam Eliéser de bobo, mas o importante é que ele está em forma."Eu não suporto essa imprensa tola. Significa que se o cara não estiver em forma ele é bobo? Ou não é bobo porque está em forma? Ou é bobo, mas por estar em forma não importa? Se for bobo, isso importa? O importante é estar em forma? Pode envelhecer? Ser feio é mau? Ser gordinho, ou melhor, ser normal é uma coisa detestável?
Não podemos mais ser gente. A Madona, por exemplo, clicada a meses atrás, com os braços envelhecidos e cheios de veias saltadas devido a exercícios físicos desmesurados, foi criticada por ser "velha". Velhice é doença? A luta dela contra os efeitos do tempo é justificada? É mérito tentar parecer sempre uma pessoa de 20 anos?
As pessoas não notam ou não vêem que o culto ao corpo inatingível é apenas um lógica de mercado para vender loção, produto, maquilagem, esteira, perfume etc? É a mesma lógica que afirma que uma pessoa só vale o que tem e que usa a sexualidade para vender tudo. E como a venda é sempre de fetiche, vamos sexualizar cada vez mais cedo as crianças para que eles se tornem cada vez mais cedo consumidores. Vamos "sexualizar" nossos filhos na pequena infância! Aprovamos a pedofilia de maneira indireta?Vamos "fotoshopar" o mundo???? Só vai ficar falso igual a foto seguinte.
Ou vamos desistir de tudo e montar uma comunidade Hippie no meio da floresta?A velha metáfora de vender a alma é cada vez mais verdadeira e atual!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Capitalismo
Como compreendo existem dois motivos substantivos para o sucesso da lógica do capital. O primeiro é que ela é uma estratégia produtiva de extrema competência, nenhuma outra lógica permitiria tanto excedente. O segundo é que se insere numa dimensão muito básica da humanidade, é uma lógica inteiramente infantil, associada ao egocentrismo e insaciedade típicos da infância. É calcado no desejo... que desejo? Todo o Desejo!
Como argumentação apresento um "case" rsrsrs.Nosso pequeno, no alto dos seus, na época, 7 anos, chegou para mãe e afirmou:
- Mãe, tu sabia que as pessoas ricas não trabalham? Elas nunca trabalham!
- É mesmo meu filho?
- É mãe, eles tem mordomos que fazem tudo por eles. Não precisa fazer nada, eles pagam para outras pessoas fazerem as coisas por eles.
Capitalismo puro!!! Marxismo puro(Marx - foto)!!!
Isso me dá uma certa angústia, ou melhor, uma enorme angústia, porque a lógica do capital é pouco cooperativa. Ela transborda na idéia de que podemos lucrar sobre o trabalho de outras pessoas. Ela é de fácil acesso e é cômoda para quem tem recursos e incômoda para quem não tem. Ela é instigadora, competitiva e alienante. Porém é sua condição de insustentabilidade que me apavora. Numa sociedade regida pelo capital sem regulação, não há cidadania que não seja paga. A estratégia produtiva é suicida, em algum momento acaba com os recursos e implode sua própria economia e o meio ambiente. Só há um desejo no capitalismo: MAIS!E de desejar os infantes entendem muito bem.
Passo um tempo pensando na sofisticação que princípios de partilha e comunidade exigem. São difíceis de atingir, mais ainda de manter, requerem tempo e não são entendidos rapidamente. É uma luta injusta de educar os filhos em contrário do império dos desejos. Como se já não fosse suficientemente difícil, ordenar meu próprio desejo, meu próprio fetiche de consumo.
Mas meu coração parte mesmo é de notar que essas reflexões do pequeno vem à tona justamente no semestre que estamos quase sempre... trabalhando!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Terror
Eles estão tramando algo... não sei o quê... mas está visível que a intenção não é boa.P.S. Exemplo típico de como a sociedade norte-americana vê o mundo hoje em dia. Motivado pela ida de minha comadre pra lá e as exigências feitas. Num dos questionários que precisou preencher para as coisas que fará lá tinha uma pergunta mais ou menos assim...
"- Você sabe fazer bombas?" ... resta saber se quem souber vai marcar a opção: "- Yes i do!"
domingo, 19 de julho de 2009
War
Até que a filosofia que sustenta uma raça superior e outra inferior, seja finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada havera guerra, eu digo guerra. Até que não existam cidadãos de 1º e 2º classe de qualquer nação. Até que a cor da pele de um homem seja menos significante do que a cor dos seus olhos havera guerra. Até que todos os direitos basicos sejam igualmente garantidos para todos, sem discriminação de raça, ate esse dia o sonho de paz duradoura, da cidadania mundial e as regras da moralidade internacional, permanecerão como ilusões fugares para serem perseguidas, mas nunca alcançadas agora havera guerra, guerra. Até que os regimes ignóbeis e infelizes, que aprisionam nossos irmãos em Angola, em Mozambique, Africa do sul em condições subumanas, sejam derrubados e inteiramente destruído havera guerra, eu disse guerra.Guerra no leste, guerra no oeste, guerra no norte, guerra no sul,guerra, guerra, rumores de guerra. Até esse dia, o continente africano não conhecera a paz. Nós africanos lutaremos se necessário e sabemos que vamos vencer, porque estamos confiantes na vitória do bem sobre o mal, do bem sobre o mal...
Composição: Allen Cole / Carlton "Carlie" Barrett
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Transformers
Para quem gosta de ação e efeitos especiais... é uma boa pedida.
Para quem gosta de roteiros sérios e com um mínimo de continuidade e verosimilhança... esqueça.
Neste segundo filme, as lutas são até melhores. Optimus Prime está bem mais "fera" e o Megatron mais "palha". Há um novo vilão, muitos personagens novos inexpressivos que servem para morrer, apenas. Ao contrário do primeiro, as forças armadas americanas lutam efetivamente(enquanto os "bichões" desviavam-se de mísseis e balas de canhão no primeiro, no segundo são alvejados e destruídos). Tudo isso suavizado com um monte de personagens caricatos em situações divertidas.Bem, foi divertido.
Porém(sempre tem um porém, visto que sou um chato de butinas)... as notas negativas são as diversas passagens em que outros países são ridicularizados e desmerecidos e no momento em que o "cara chato" do governo americano(sempre tem esse) sugere aos robôs que o U.S.Goverment não os aceitaria mais no planeta. OOOOPPPPAAAA!!!! É isso mesmo no planeta.Aí me veio a pergunta... desde quando eles mandam no planeta todo a esse ponto?
quarta-feira, 1 de julho de 2009
2ª Emenda (hô coisinha sem jeito!)
Noticiaram hoje.O pastor norte americano Ken Pagano de Louisville, no estado do Kentucky (EUA), convocou seus fiéis a irem armados a um culto em celebração da Segunda Emenda da Constituição Americana que permite a todo cidadão americano portar armas... o tanto que quiser!
O objetivo, segundo ele, é demonstrar existem "cidadãos legais, inteligentes e obedientes à lei" que possuem armas. É uma apologia a "pose"(posse) de armas sob a alegação que muita gente tem sem fazer mal a ninguém.
O que este imbecil, além de uma infinidade de outros, não percebe(ou não quer!) é que o problema não é esse. Vamos mudar o exemplo: São 10 pessoas numa ilha. Cada uma tem uma pequena bomba nuclear. Nove são "cidadãos legais, inteligentes e obedientes à lei". Um deles não é. Respondam aí. Vai dar certo?A questão não é que tem pessoas que podem portar armas com responsabilidade, a questão é que tem gente que não. Basta um descontrolado para acontecer tragédias como vemos constantemente nos EUA. A maior parte da população é a favor e fecha os olhos para os absurdos que ocorrem. Há muita defesa e apologia que esses problemas são causados por "negros, asiáticos e chicanos" e só. Essa é uma lógica infantil para não perder a falsa sensação de segurança que uma arma trás. Já disse aqui antes... armas são muitos úteis para agredir e pouco úteis para proteger.
O problema nunca foram os bons... o problema é o acesso que os maus tem a armas.Fico triste porque continuaremos a ver inocentes de todas as cores e credos serem penalizados por uma idéia fútil.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
O Puff...
Comprei um puff com o brasão do mais querido, maravilhoso, lindo... Tão lindo que já não o possuo mais... Em uma reunião de amigos muitíssimos queridos, tanto insistiram que o levaram... Já compro outro... faz mal não... Esse móvel incomparável vendido na calçada por um ambulante, possuía o valor de 50 reais, pedi o melhor preço e o rapaz deixou por 45. Na verdade ficou por 44,70 , pois não tinha todo o valor na hora. Mas, tenho certeza que ele deixaria por 40, 38, 35 talvez... Mas não me sinto tendo perdido dinheiro, ou deixado de economizar. To na paz.
Essa paz é fruto de uma reflexão. Apesar de cinco reais não ser lá uma fortuna. Temos um hábito muito perverso
O que quero refletir é que, alheio ao debate sobre a informalidade, somos espertos apenas com os iguais ou menores... Uma espécie de canibalismo perverso que faz dos pobres mais pobres e consequentemente os ricos mais ricos... Pagamos alegremente juros de
Decidi que não pechincho muito com ambulantes na rua, com vendedores de praia, com pequenos prestadores de serviço e dou imensa preferência aos comércios que negociam preço... Onde não tem conversa, não tem acordo...









