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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Pesares


"Tenho andado distraído, impaciente e indeciso,
e ainda estou confuso só que agora é diferente..."
Renato Russo


Bem; estive esquizo e espasmódizo nos últimos tempos, mas acho que em breve voltarei a ser quem eu quero ser e como gosto de ser. Estou saindo do meu trabalho em breve e buscando outras possibilidades. Tenho trabalhado demais, sido reconhecido de menos... aliás, sinto-me desrespeitado na maior parte do tempo, o que torna impossível minha permanência. Não tenho tempo para nada e quando tenho, não consigo despreocupar-me... desde a minha mudança de cargo, não avancei no caminho de ser uma pessoa melhor um único passo, mas retrocedi.

Toda a minha angústia dos últimos tempos resume-se a isso. Parece que agora cheguei a um acordo para sair, ainda demora mais de um mês, mas a decisão está tomada por mim. Eu me recuso a "adoecer" por causa dos equívocos alheios. Como diria Dona D. :

"Dois errados não fazem um certo."

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

E assim é

Tenho tido muitas reflexões. Tudo decorrente da minha extrema necessidade de entender... na verdade, de possuir uma teoria que me satisfaça.

Como a gente sofre sem necessidade! Como o senso de responsabilidade nos dá uma angústia que não encontra fundo.

Um grande e bom amigo vive a me dizer, "ganhe só o seu dinheiro e deixe o resto para lá"! São palavras sábias, inundadas de cinismo, mas sábias. Mas eu não sei estar sem ser completo... dosar minha presença é um tormento.

Fico na luta das coisas partidas, dos desejos trocados, da previsão ingrata... É que muitas vezes antecipo... e raramente tenho paciencia suficiente para esperar que a vida tome seu rumo e que as demais pessoas estejam prontas para ver também...


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Aluga-se!!!

Tudo bem, eu passei meses reclamando que não iria mais trabalhar a noite. Reclamei infindas vezes da falta de tempo, mas "roí a corda" e cá estou novamente sem tempo nem de pensar!

Agora duplamente! (explico).

Mudei de função no trabalho. Agora sou chefe do serviço e respondo diretamente a Diretoria.

Não! Antes que alguém imagine que achei o máximo quero dizer que para mim não é bem assim.

Não é uma realização de sonho porque eu preferia não ter a dor de cabeça de comandar tudo e ainda viver à roda com as questões políticas implicadas. Preferia ter ficado no meu canto, quieto, despreocupado do trabalho alheio e ocupado apenas com o que me designavam. Era mais tranquilo, saudável e seguro. Principalmente porque agora é que meu setor estava ficando bom, fiquei com a carne de pescoço e vou perder o filé!
Mas, é a vida... Agora trabalho oficialmente e extra-oficialmente, umas 50 horas por semana, incluindo sábados eventuais e viagens esporádicas.

Além da promoção inesperada na minha atividade principal... a vida me trouxe mais aulas a noite, eu reclamei tanto das outras que veio uma mais fácil e mais perto... aí não tive como negar... assumi e estou trabalhando em média, juntando tudo, umas 10 horas por dia.

Resumindo, eu sou um "vendido"! Mas o pior, como diz meu amor, não é que eu seja um "vendido", mas que eu seja "barato"!!!

Continuo ferrado e visitante do Blog.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ato Médico

Faz uma semana que adio esse post... eu queria ler o texto aprovado antes de falar aqui, mas é quase uma ilusão eu achar que vou ter tempo para isso.

Quarta feira da semana passada, dia 21 de outubro foi um dia muito triste para a saúde brasileira. A Câmara aprovou o Ato Médico. Que agora segue para o Senado e, sendo aprovado, o que é muitíssimo provável, restará apenas a sanção do Presidente Lula para se tornar lei.

Vou precisar explicar o que chamamos de Ato Médico. Em 2002, o Senador Geraldo Althoff (PFL-SC e médico - Foto esq.) propôs o PL nº25/02 que buscava regulamentar atos médicos. Esse PL sofreu emenda do Senador Tião Viana (PT-AC e também médico - Foto dir.) e passou a regular o exercício da medicina no Brasil. Essa proposta institui aos médicos a exclusividade de diagnóstico de doenças (quaisquer que sejam) e a prescrição terapêutica(tratamento) e assegura a hegemonia da coordenação de equipes de saúde.

Pelo projeto original, deixando mais claro, torna-se privativo da medicina a “coordenação, chefia, direção técnica, perícia, auditoria, supervisão e ensino vinculadas, de forma imediata e direta, a procedimentos médicos”.

O que isso significa? Significa que nenhuma outra profissão de saúde poderá, em tese, realizar qualquer diagnóstico ou tratamento que não seja definido, orientado ou conduzido por um profissional de medicina. Isso naturaliza a analogia de que “Tratamento em Saúde é igual a Tratamento Médico”. Some a isso o velho hábito médico de se apropriar do conhecimento alheio, como é o caso da acupuntura e vamos ver uma luta coorporativa insana por reserva de mercado.

Só para ficar claro sobre a acupuntura. Tão logo comprovaram a efetividade da prática chinesa(milenar) o Conselho Federal de Medicina no Brasil lançou uma resolução dizendo que apenas médicos poderiam pratica-la. E os mestres chineses que ensinaram aos médicos, tinham de pedir uma autorização especial a eles para clinicar. Hoje muitas profissões de saúde já regulamentaram essa prática e não é exclusividade médica, mas com o Ato Médico... poderá ser. É desse tipo de espoliação técnica a que me refiro. Mesmo que o CFM não tenha jurisdição legal para isso, existem muitas ações judiciais dos médicos para impedir as outras profissões de saúde de fazer o seu trabalho... eles sempre perdem porque só podem gerir a prática médica, mas com o Ato médico a coisa muda de figura.

Isso resulta num retrocesso conceitual drástico na Saúde Pública Brasileira. Em todo o mundo, nos centros mais avançados(o Brasil é, inclusive, uma referência na área, mas deixará de ser com a instauração dessa sandice), a compreensão da relação “saúde x doença x cura” está construída como um processo multifacetado e complexo, abordado de maneira interdisciplinar e tratado com terapêuticas diversificadas. A OMS define saúde da seguinte forma: “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença” (1947). Isso implica numa abordagem multidisciplinar para promover a saúde. Essa promoção ficará restrita a visão biomédica se aprovado esse despautério.

Na prática, a medicina deseja apropriar-se do “negócio” que representa a atenção em saúde no Brasil(na foto a dir. membros da FENAM comemoram a aprovação). A partir do Ato nenhum outro profissional de saúde poderá realizar nenhuma ação de diagnóstico e só poderá realizar tratamentos (sejam eles quais forem) mediante a autorização e orientação de um médico. O cidadão não terá opção de decidir, por exemplo, fazer Psicoterapia com um Psicólogo. Ele terá de ir a um médico, pagar uma consulta, para que esse médico indique se ele precisa de Psicoterapia para se tratar e com quem ele deverá fazer. Obviamente, ele indicará, na maioria dos casos, um Psiquiatra que ofertará uma atenção medicamentosa. No meu entendimento, isso limita a liberdade de escolha do cidadão.

No SUS há bastante tempo o Ato Médico já tem sido gestado. No Saúde da Família por exemplo. O incentivo federal dado aos municípios para a execução da estratégia (em torno de 8mil reais por equipe) só é liberado se a equipe estiver completa com a presença de um médico. Apesar de o médico participar, na prática, de menos da metade das ações do Saúde da Família(quem faz o grosso do trabalho é a Enfermagem), o incentivo está vinculado a sua presença pois se faltar a enfermeira o incentivo vem. A mesma situação acontece nos Centros de Atenção Psicossocial - CAPS, onde temos, em geral, o trabalho de Enfermeiros, Assistentes Sociais, Terapeutas Ocupacionais, Educadores Físicos, Psicólogos, auxiliares de enfermagem e Psiquiatras. A grande maioria da atenção em saúde é realizada pelas demais disciplinas, contudo, o recurso da produtividade da unidade só é repassado ao município se tiver a assinatura da Psiquiatria. Mais que isso, entende-se que o serviço deve ser organizado em torno do diagnóstico psiquiátrico, transformando a Saúde Mental em propriedade médica. Esses são apenas 2 exemplos, existem muitos.

Mas precisamos falar ainda da alienação da proposta coorporativa de ganhos médicos, que fragilizam a saúde no Brasil. Primeiro uma situação de mercado que há, hoje em nosso país. Existem muito mais vagas de trabalho para médicos que profissionais. Há previsões que falam que, dobrando hoje ao número de formandos em medicina no país, só chegaríamos a um equilíbrio mínimo entre postos de trabalho e profissionais em 20 anos. Independente da previsão ser acertada, essa disparidade gera uma condição periclitante na administração pública da saúde(principal contratante). Os ganhos médicos não param de crescer e em paralelo a categoria médica se acha cada vez mais desvalorizada e mal remunerada. Explico a partir da realidade do meu estado, o Ceará.

Temos aqui, como a maioria dos estados brasileiros, mais trabalho para médicos do que profissionais disponíveis, isso gera um verdadeiro leilão por sua contratação. Vamos nos ater aos nossos exemplos. O Saúde da Família no Ceará, paga por 40 horas médicas em média 9mil reais(tem município que paga 12mil). Mas isso é praticamente o mesmo que a Equipe recebe de incentivo. O restante dos profissionais do Saúde da Família recebem entre 2mil e 3mil reais e são mantidos com recursos próprios da gestão municipal. E, além disso, como faltam profissionais, é praxe os médicos darem plantão no hospital do município dentro das 40horas trabalhadas ganhando em duplicidade. E mais, é comum eles terem horário diferenciado, sendo liberados 1 dia por semana e se não for assim, não tem médico na cidade. No caso dos CAPS. Um psiquiatra ganha em média 12mil por 30horas, mas na prática isso significa 2dias de trabalho semanais. A unidade recebe, caso sua produção seja inteiramente aceita pela auditoria, aproximadamente 30mil reais mensais. Gasta-se quase a metade do recurso apenas com um profissional. Os outros profissionais da unidade ganham entre 2mil e 3mil reais por(esses sim) 40 horas de trabalho semanais.

Em todo o Sistema Único de Saúde – SUS a maior fatia(maior mesmo) dos gastos de pessoal é destinada aos médicos hoje, e a tendência, com o Ato Médico é que esse quadro seja agravado.

Porém, a categoria médica sente-se cada vez mais oprimida. A expectativa de ganho de um médico recém formado é na casa dos dois dígitos(acima de 10mil reais) e para um especialista é superior a 20mil reais. Numa realidade em que o salário mínimo é de 500 reais(aproximadamente) e que os outros profissionais de saúde ganham em média 1/5 do que eles(médicos) ganham(se fizermos uma comparação baseada em horas efetivas de trabalho vamos alcançar uma discrepância de 1/20) como eles podem considerar-se mal pagos? Essa sensação de desvalorização e expectativa de ganho leva aos médicos a trabalharem em jornadas duplas e a varar os fins de semana em plantões, o que eleva seus ganhos acima de 20mil reais por mês. Essa carga de trabalho sobre-humana agrava a sensação de opressão da categoria que anseia por ganhar mais e trabalhar menos... mas isso tudo é ambição e vaidade, na minha opinião. Trabalhando 40 horas, como todos os demais profissionais de saúde, um médico pode ganhar 8mil reais líquidos e isso pode subir para 10mil com plantões sem exagero. Agora, onde é que a pessoa vive mal(ou passa necessidade rsrsrs) no Brasil ganhando 10mil por mês?

Esse quadro para mim é delicadíssimo. O Ato Médico é defendido e divulgado como uma defesa da saúde pública, mas na verdade é uma reserva de mercado absurda, baseada na busca por dinheiro(no fim das contas é isso mesmo). Com a exigência de que todos os cargos de gestão sejam ocupados por médicos e que todo diagnóstico seja médico e que toda terapêutica seja definida por um médico, todo o SUS vai parar sem ter médico para isso... eles vão trabalhar cada vez menos e ganhar cada vez mais.

É por isso que a Biologia, a Biomedicina, a Educação Física, a Enfermagem, a Farmácia, a Fisioterapia, a Terapia Ocupacional, a Fonoaudiologia, a Nutrição, a Odontologia, a Psicologia e o Serviço Social lutam contra esse desvario. O Ato Médico fere a autonomia das profissões, mas, muito mais que isso, vai atrapalhar todo o avanço em saúde que tem o Brasil na sua busca pela Integralidade em Saúde. Foram feitos abaixo assinados na casa do meio milhão de assinaturas, passeatas, protestos, emails e uma série de outras ações desde 2002, mas a quantidade de médicos na política nacional fez com que nossos protestos fossem solenemente ignorados.

Não tenho como descrever o quanto lamento isso.
Por incrível que me pareça... minha última esperança é no veto do Lula, porque esse Senado é uma lástima.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Da Ética ao Cotidiano! Desafios do inominável!

"Você precisa ser a mudança que quer ver no mundo".
Mahatma Gandhi

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Agora sim!!!

Agora sim, estou de volta, vivo e liberto!

Já pasmei um por esses dias por não querer continuar com essa vida de "escravo", mesmo ganhando mais... mas isso não compensa o que perdemos.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Amanhã

Amanhã volto a ter as noites para amar, ser feliz, brincar, conversar e fazer a infinidade de coisas que tenho pra fazer e não posso por não ter tempo!
Amanhã, falta pouco!

kkkkkkk

Quem mandou pedir errado!
Como diz a Borboleta, eu peço trabalho e recebo trabalho, eu tenho de pedir é dinheiro!!!
huahuahuahua

sábado, 12 de setembro de 2009

Tempo de Vacas Magras no Contra a Maré


Borboleta reclama, fala de abandono...
Inquire, se impacienta, alardeia...

Não estou abandonando...
Venho pouco aqui ultimamente, mas tenho uma justificativa...
Justificativa mesmo...

Tenho trabalhado umas 12hrs por dia na semana.
E pelo menos umas 6 horas, em média, nos sábados...

Sinto-me um pouco exaurido... por assim dizer...
Saio de casa por volta de 7 da manhã e retorno após as 22 horas ininterruptas...

Por agora é o que posso, dentro de uns 20 dias melhora!

Mas quem começou a ler o Blog a pouco tempo... basta ir nas antigas que tem uma pá de conversa fiada jogada fora...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Entre a "Humanismo" e a Ecologia

Em todo semáforo somos abordados por pedintes(agora menos, é bem verdade), limpadores de vidros(que mais atrapalham que ajudam) e por um enxame de "Agentes de Publicidade"(que são as pessoas que ficam distribuindo propagandas de TUDO QUE HÁ).

Desde que descobri que aqueles jovens só recebem quando terminam de entregar todos os panfletos tornei-me um recebedor(e acumulador compulsório) de propagandas em sinal. Movido pela idéia de reforçar uma fonte de renda honesta. Isso significa ficar com o carro cheio de papel, porque jogar na rua eu também procuro não fazer.

Ia tudo bem até a Ecologia ocupar meus pensamentos... a quantidade de papel inútil começou a tornar-se uma ofensa... pensei no reforço que eu dou, mesmo que involuntariamente para o desmatamento e na nossa extrema necessidade de preservação. Aí... "torô o cano"!!!

Agora eu não sei se ajudo as pessoas ou o planeta! Ajudando o planeta eu ajudo as pessoas, mas sem trabalho pode ser que até lá não tenha pessoas e fico sem saber se recebo ou nego...

Dilemas!!! Porque tê-los?

terça-feira, 7 de julho de 2009

A arte profissional...

Não é um post sobre arte, é sobre a arte de ser profissional.
Sobre a arte de estar a serviço.
Sobre o equilíbrio e estratégia na navalha das estruturas de poder.
As vezes eu penso sobre a felicidade!
Esse post é sobre o Dilbert.
Clique que amplia