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sexta-feira, 1 de julho de 2016

República Brasileira.

Só dando um toque... A vida tá difícil? A sociedade é injusta? A sociedade é grave? Os direitos são frágeis? O estado é inoperante? Começou agora? Não? Pois é...

Temos 126 anos de república, apenas. Nestes 126 anos só tivemos voto universal (para todos os cidadãos) em menos de 26 anos (pobres, negros, analfabetos e mulheres foram ganhando direito a voto ao longo do tempo - ou seja, ganharam cidadania). Foram 36 presidentes. Mas apenas 12 foram eleitos pelo povo. Dos 12, apenas 5 terminaram o mandato. Golpes e golpes...


Tivemos 3 estados de exceção durante a república e estamos caminhando para o 4º. Ou seja, 3 momentos de ditadura. O período máximo em que a república no Brasil realmente foi respeitada não passa de 26 anos.

Sabem quanto tempo a esquerda governou o país nesses 126 anos?  Menos de 14 anos! How!!!

Será mesmo que o Brasil é atrasado, corrupto, "pobre" e vivemos mal por causa das ideias de esquerda? Porque a direita governa esse cabaré, que eu amo, há 112 anos e veja como é bom, como vivemos bem, como somos desenvolvidos!

E eu ainda tenho de ter tranquilidade para encarar as críticas infundadas de quem quer apenas, deixar as coisas como sempre estiveram. Ricos mais ricos e pobres mais pobres.

Essa é a direita. 

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Funcionalismo Público no Brasil (part2/3)

O segundo grupo de pensamentos sobre o tema reflito sobre a construção dessa máquina, o Estado.

Desde o século 19, com a consolidação do capitalismo no ocidente, passamos a valorizar cada vez mais o indivíduo(a pretensa diferença), o desejo(consumo) e a ação individual como força motriz de todo o sistema. No século 20 vimos a construção de estados centralizadores e liberais, direcionados ao "bem estar social" em constante mudança até os ventos do liberalismo privatizante dos tempos atuais. A modernidade nos trouxe os Direitos Humanos e as noções de liberdade e autonomia.

No Brasil, construímos um Estado volumoso, mas para poucos. Em todos os setores do poder público e nas três esferas de poder, a organização do sistema partiu de uma lógica para poucos até 1988.

Durante a Ditadura Militar no Brasil tivemos a farra e ascensão do modelo de funcionalismo público que ainda vemos. A idéia de "SERVIDOR PÚBLICO" foi abolida por uma relação despretensiosa, tarefeira e descompromissada com os resultados e processos. O Governo Militar em busca de sustentação promoveu uma farra com dinheiro público exemplar. Calou o judiciário com dinheiro e "não trabalho", mutilou a imprensa, alimentou a elite empresarial e agrária com farto incentivo a "fundo esquecido". Contrataram largamente por critério nenhum e legalização a política do "deixa que eu deixo". Aos poucos ser Funcionário Público passou a ser sinônimo de incompetência e inoperância.

Nas ondas da reabertura política os filhos da elite empresarial do país, renovada pela idéia de mercado global, avançaram na política com muito gosto, levando o discurso de eficiência para o governo e revelando as mazelas administrativas estatais. Os funcionários foram taxados, perseguidos e acuados e em represália fizeram absoluta questão de atravancar mais ainda o movimento. Numa nova ofensiva o novo pensamento do estado inaugura as privatizações(a troco de tostões - FHC duma figa!) e a terceirização mantenedora do estado mínimo. E o que virá, não sei...