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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O problema é... quando os ouvidos tem paredes... ou - Os motivos do Terrorismo



07 de janeiro de 2015, Paris, França...

Os irmãos Chérif e Saïd Kouachi invadem a redação do controverso periódico Charlie Hebdo e fuzilam com fuzis de assalto 12 pessoas, dentre elas 2 policiais, ferem mais 11 pessoas, 5 delas gravfemente, que estavam nas imediações. No mesmo dia outro terrorista, Amedy Coulibali, assassina um policial em outra região da Cidade.

08 de janeiro de 2015, Paris, França... 

Amedy invade um supermercado e mata 4 pessoas.

11 de janeiro de 2015, Paris, França...

Amedy é morto pela polícia. Em seguida o vídeo de autoria associada ao Estado Islâmico é divulgado.

13 de novembro de 2015, Paris, França...

Atentados simultâneos matam 129 pessoas, até agora, além de centenas de feridos. Foram explosões no Estade de France e tiroteiros na casa de shows Bataclan, no bar Le Carollon, no restaurante Le Petit Cambodge, no bar A La Bonne Biére, no bar La Belle Equipe e na Brassserie Comptoir Voltaire. Novamente o estado Islâmico assumiu os ataques e prometem mais.

Uma miríade de representantes Islâmicos vem a público renegar esses crimes como sendo praticados por sua fé, e sim por fundamentalistas radicais que não representam o Islamismo.

Não se justifica terrorismo. Está errado e pronto.
Mas precisamos entendê-lo. Precisamos muito entendê-lo.

Esse post surge porque, ao comentar a tragédia em dois grupos distintos, com pessoas distintas, quando falei que os terroristas tinham seus motivos, todos foram imediatos em dizer que não haviam motivos que justificassem o ato. Tentei dizer que motivos não são justificativas, mas os entendimentos pareceram tão surdos que resolvi falar aqui. E eu acho que, a falta de disposição para entender a situação é, em boa parte dos casos, a raiz de todo engano.

Não vou me ater ao fato de que, somos extremamente seletivos em relação a nossa identificação. 129 pessoas na França causam uma comoção no mundo ocidental que nenhuma dezena de milhar de negros africanos trucidados causaria. Não faltam exemplos... mas esse não é o tema.


O Estado Islâmico, conhecido como ISIS ou ainda Daesh, ocupam um território entre a Síria e o Iraque. A conquista veio à força e no vácuo de poder existente no território. Implantaram um modelo político teocrático e cometem uma barbaridade atrás da outra em nome de Alah.

Agora chegamos ao ponto... aqueles motivos... Mas tudo começa numa dúvida: Porque tantas pessoas daquela mesma região, com tanta frequência, decidem explodir pessoas mundo afora, matar inocentes e professar uma crença insana e primitiva? Porque, na região onde se encontra o Oriente-médio, a Península Arábica, parte da Ásia Oriental e Central e uma parcela do norte da áfrica, tem uma proliferação abundante de pessoas que acreditam ser essa uma melhor saída para a vida e para seu povo? Eu acho que esse é meu ponto de partida. Vou apresentar o que eu penso, tão somente.


Primeiro ponto, a meu ver é que é uma região rica, ou potencialmente rica. De muitos usos e muitas culturas antigas. Para o bem e para o mal ela está localizada na "fronteira" entre a Ásia e a Europa e o problema começa aí... o que deveria ser uma benção, vira uma maldição.

O povo árabe é numeroso, mas extremamente subdividido ao longo do tempo. Tal qual seus primos Judeus, possuem uma cultura forjada no deserto, com verdades absolutas, necessidades imediatas, intolerância a dissenção, tolerante ao sofrimento e perseverante com a naturalidade com que respiramos. Os Judeus, em sua imensa diáspora, foram influenciados pelas sociedades burguesas das quais participaram, mas os árabes cultivam, em muitos aspectos, a mesma visão árida do deserto.

Islã
Eles conseguiram edificar uma das civilizações mais avançadas e prósperas de sua época com os Califados árabes, quando finalmente edificaram uma identidade cultural que configura-se até hoje. Seguidas invasões e guerras em fim em seu território tornaram seu desenvolvimento um fardo, sendo unificados e divididos e invadidos seguidas vezes. Mesmo assim, depois da ascensão do monoteísmo islâmico, ampliaram fronteiras, convertendo pela fé ou pela espada, cada vez mais povos, dominaram o norte da áfrica e a península ibérica até serem expulsos da Europa.

A lista de conflitos na região é grande. Foram dominados ou acossados por Egípcios, Macedônios, Mongóis, Romanos, por toa  toda Europa nas Cruzadas e pelos Turcos que dominaram o que chamamos de Oriente Médio desde a queda do Império Bizantino em 1453 até 1922 com a primeira guerra mundial.

Durante toda a antiguidade e idade média a região era importante por ser rota comercial do oriente para a Europa, e por isso, todos a desejavam a ponto de matar e morrer pela riqueza da região. Além do aspecto econômico, a questão religiosa com a posse dos locais sacros das maiores religiões monoteístas do planeta está sempre na mesa de debates e nos campos de batalha.

Apenas no século 20, com o fim do Império Otomano, o povo árabe começou a desejar ser uma nação unificada com um país para chamar de seu. A ideologia do Pan Arabismo e o crescimento econômico da região foi solapado pelo desenvolvimento tecnológico mundial, utilizando petróleo como força motriz de carros, aviões, fábricas, navios... O Oriente Médio flutua sobre 1/3 das reservas de petróleo de todo o planeta. Essa riqueza, transformada em interesse das grandes potências fez com que o sonho de um grande Estado  Árabe fosse jogado no lixo através de diversos pequenos estados, dependentes economicamente da Europa e EUA e recebendo constante interferência política e econômica.

Em resumo, desde o fim da primeira guerra mundial, EUA, Inglaterra e França fazem o que querem na região em maior ou menor grau.

Bush e Saddam
 A formação da Arábia Saudita, da Síria, a criação de Israel, do Irã, Iraque, Kuait, Jordânia dentre outros... todos sofriam, e sofrem, interferência externa contínua. Saddam foi financiado pelos EUA até se opor aos interesses americanos (veja a imagem de Saddam com o presidente americano). O Irã, através de uma revolução religiosa derrubou o Xá Reza Pahlavi alimentado pelos Ingleses e Americanos e ganhou uma guerra com o Iraque financiada pelos Ocidentais. E essa condição não era limitada ao Oriente Médio e nem a Ásia. Por exemplo, o Afeganistão, sob domínio Russo, foi treinado e armado pelos EUA para os derrotarem, e depois foram invadidos devido a interesses políticos e
Bush e Saudita
econômicos. A lista de ajuda monetária, treinamento e armamento para aliados da Europa e EUA que se dispunham a derrubar governos não alinhados é enorme (veja imagem de integrante da família Bin Laden, que orbita o poder Saudita com apoio americano). Coloque nessa conta todas as ditaduras sulamericanas e não fica só nisso. A guerra do Vietnã e da Korea também possuem o dedo Americano,m Chines e Russo invadindo o campo de auto-deliberação de outros países em prol de seus benefícios políticos e econômicos.

Mas voltando aos Árabes.

Esse povo alimenta o sonho de definir os destinos de sua vida a quase 100 anos e são paupérrimos (com exceção de ilhas de riqueza, como o Catar) pisando num mar de ouro. A excessiva interferência Europeia resulta no acirramento das ideias de opressão e na xenofobia. A pobreza é celeiro fiel de novos radicais dispostos a explodir bombas no próprio corpo em prol de uma realidade melhor, de um futuro melhor porque que o seu presente é uma grande droga. Vejam onde nascem as principais organizações radicias e você terá um mapa dos territórios mais miseráveis e manipulados do mundo árabe. Essa ideologia transpõe fronteiras e encontra solo fértil na segregação e no desejo de independência. Essa ideologia encontra seus elos de identificação via religião, com a mesma virulência e radicalismo professado pelo cristianismo à época da "Santa" Inquisição, com o mesmo furor eugênico do Nazismo, e com a mesma ganância com que o Império Azteca e Inca foram dizimados pelos Latinos no "descobrimento" do continente americano.


Execução em massa de prisioneiros iraquianos pelo ISIS
O atual ISIS... surge no vácuo de poder perpetrado pelas constantes interferências no território Iraquiano. Com a derrubada do Governo e invasão americana, o caos social consequente permitiu essa excrecência. Tudo indica que o ISIS foi alimentado com armas americanas, que queriam apoiá-los na derrubada de ex-aliados que tomaram atitudes independentes. Tudo indica que a principal fonte de renda do ISIS seja a venda de petróleo... que é comprado pelo Irã e pela Turquia, aliada dos EUA, e revendido no mercado internacional. É obvio que isso está errado, mas na balança ou gangorra política local o que mais interessa aos países ricos é, quem me dará mais vantagens econômicas e políticas. O ISIS posta vídeos com atrocidades a meses e meses... dezenas deles... ninguém do ocidente se dispôs realmente a intervir até muito pouco tempo. Agora que sangue francês foi derramado em solo francês, a tendência é que as relações se modifiquem.

Em relação à França, a menos de 39 anos a França ainda possuía países colonizados. Djibout foi a última colônia francesa a conseguir sua independência. A 60 anos atrás, nada menos que 21 territórios eram colonizados (ou seja, escravizados) pela França. Até o início do século passado a população Parisiense era brindada com exibições "etnográficas", onde negros eram expostos em zoológicos improvisados como atração cultural. Recentemente a França integrou, e integra, a frente que bombardeia o Oriente Médio, o Afeganistão e onde quer que os interesses comerciais franceses, ingleses e americanos apontem. Não é de se espantar que os terroristas tenham apreço por explodir a França. A própria Síria era um país com majoritária interferência francesa até a Guerra Fria.

Doutrina Monroe
Paris é linda. A população francesa não merece explodir nas mãos de fanáticos fundamentalistas em nome de uma deturpação da fé. Mas é inegável que eles tem seus motivos. Quando os países ricos começarem a respeitar a auto-designação das nações mais pobres em vez de utilizar a Doutrina Monroe (que prega uma diplomacia de voz suave mas com um grande porrete nas mãos - sem pudor de usá-lo) talvez deixaremos a rotina do terrorismo como um marco histórico de seu tempo e não na constante cobertura dos telejornais diários.


Lamento, lamento tanto.


https://www.youtube.com/watch?v=-ni6AktLw5Y

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Desvelar ou Revelar!

Acompanho pela internet, de longe, o debate sobre o uso do véu islâmico na Europa. Tenho lido as opiniões, as justificativas de segurança e o debate sobre a liberdade religiosa. Acho que já consigo expressar minhas reflexões acerca do debate.

Antes é valioso lembrar que o uso do véu islâmico é anterior ao Islã e representa uma tradição cultural antiga. Não compartilho da argumentação de que o uso do véu é opressivo em si, acredito sinceramente que a grande maioria das mulheres muçulmanas sintam-se confortáveis e seguras usando seus véus.

Outro aspecto importante no debate é que não há um só tipo de véu, existem muitos. Dentre eles os mais usados são a Burca (que cobre todo o corpo), o Niqab (que deixa à vista apenas os olhos), a Hijab (que cobre cabeça e colo mas deixa o rosto à mostra) e o Xador (que cobre todo o corpo mas deixa à mostra o rosto).

Compreendo que seu uso possui significado cultural e religioso, sendo importante para a vida social dos muçulmanos. Meu ponto de vista inicial é que não há nenhum problema em utilizá-lo. As pessoas devem ter a liberdade de se expressar religiosamente e socialmente sem serem castradas na sua diferença.
Contudo, é necessário algumas reflexões além disso. Tomemos o caso da França. Desde 2010 não é permitido utilizar o véu integral (tipos que cobrem tudo ou mostram apenas os olhos) nos lugares públicos em território Francês. Isso significa que qualquer tipo de véu que encubra o rosto é ilegal. E eu dou apoio à medida no sentido de que não posso criticar os franceses por legislar em seu território sobre costumes e hábitos que interferem em aspectos de segurança.

Agora complicou né? Não acho. Existe outro aspecto do reconhecimento dos costumes de cada cultura que precisa ser ponderado. Sua adequação a princípios gerais.

Posso pensar em vários exemplos.

A Farra do Boi é uma tradição cultural de Santa Catarina. É muito antigo e tem vínculos muito fortes na cultura local. No entanto é proibida. Tudo porque vai de encontro aos princípios de segurança e respeito aos animais, que sofrem demais em seu processo. É cultural, mas não pode!

Quero afirmar que não podemos justificar uma coisa errada justificada pela tradição apenas.

No Brasil é tradicional bater nas crianças como método pedagógico. E por isso está certo? Eu digo que não.

Em várias partes da Índia, é tradição que as mulheres sejam cremadas vivas quando da morte do marido. É religioso e faz parte dos costumes da tradição. Por causa disso pode? Não pode!

E a lista segue...

Sob esse prisma posso concluir que a França tem o direito de legislar sobre isso. E vou além.

Não gosto de justificar uma coisa errada com outro erro, mas nesse caso serei forçado a afirmar que "em terra de sapo, de cócoras com eles". Quero dizer que quando migramos para outros países ou estados e partilhamos nossa vida com nossas diferenças temos de nos adaptar até certo nível, caso contrário não vá. Quando visitamos um país muçulmano nós temos de obedecer aos costumes deles. Não podemos beber uma cervejinha, temos de respeitar o silêncio no horário das orações e nossas mulheres tem de usar o véu, mesmo que esse não seja o nosso costume, estou enganado? Então, não abro a boca para criticar a França ao limitar, de acordo com a sua cultura, os costumes em seu território.

Respeito é uma via de mão dupla!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Irã atual

Continuando (na tentativa de fechar algum assunto que inicio) as reflexões sobre o Irã e as relações com o Brasil. Lembro que, logo após a revolução Iraniana, que derrubou o governo pró-EUA os revolucionários começaram a brigar entre si. Isso é comum na história das revoluções armadas, afinal, quem abandona a possibilidade de diálogo, ou só tem essa saída, em prol da imposição de suas idéias pelas armas tem dificuldade de partilhar e ceder algum tipo de espaço.

Fato é que a revolução Iraniana tinha, a grosso modo, dois tipos de ideais habitando majoritariamente as mentes dos insurgentes (deveria ter mais, mas vamos as principais): um de implantar uma democracia ao modelo ocidental e outro para implantar uma Teocracia Islâmica.

Não preciso dizer que o grupo que desejava uma democracia laica no Irã foi derrotado nas lutas internas e praticamente erradicado. Venceram os ortodoxos religiosos, que iniciaram a implantação das medidas que transformaram o Irã no que é hoje.

Vale lembrar que se seguiu uma tenebrosa guerra com o Iraque e isso complica tudo. Em toda cultura, períodos de guerra dão muito poder aos "brutos" e "obtusos", ceifando as alternativas de diálogo.


Os vitoriosos criaram, progressivamente, uma estrutura de governo em que há um conselho revolucionário, de cunho religioso, dominado pelos Aiatolás (foto do Aiatolá Ali Khamenei), que está acima de todas as outras instâncias e que funciona até hoje. Esse conselho tem poderes quase absolutos e efetivamente atua como grande sensor de tudo o que é feito no Irã. Existem eleições gerais, mesmo acusadas de obscuras e, contraditoriamente a nossos olhos ocidentais, a participação política das mulheres avançou muito. Só para constar, no parlamento iraniano existem mais mulheres eleitas que no legislativo brasileiro.

Contudo, ao passar do tempo, me parece que o Irã foi cada vez mais encolhendo as possibilidades democráticas e de participação política que existiam. Hoje o Irã é, a meu ver, é uma ditadura teocrática.


A tolerância à diferença e a oposição ao regime representado por Ahmadinejad é cada vez menor. Ahmadinejad tem a total confiança e apoio dos religiosos que supervisionam o país e do Rahbar (líder teocrático). Podemos demonstrar isso claramente quando jogadores da seleção iraniana de futebol foram segregados das convocações por utilizarem adereços de cor verde (cor da oposição ao seu governo). Sem contar com a extensa lista de denúncias de fraude eleitoral na última reeleição do atual governo. A postura intransigente com que tem se portado em todas as questões diplomáticas, políticas e comerciais no cenário internacional demonstram o clima que tem sido alimentado no Irã.

A afirmação delirante e rotineira que nega o Holocausto Judeu na segunda guerra merece destaque em minha análise porque representa uma completa distorção da realidade por parte do governo Iraniano. Sem falar na obstinada e renitente crítica a existência do estado de Israel.

Chega ao ponto do governo afirmar que tipo de corte de cabelo é adequado para um bom cidadão e respeitador da Charia (lê-se xariá), que é a lei político-religiosa Islâmica. Duvida? Veja a foto ao lado com o quadro de cortes aceitos e reprovados.

Acho lamentável um povo que possui uma histórica tão rica passar por um momento tão obtuso.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Vote na Web

Graças a meu amigo internacional A. M. Canadá Toronto (rsrsrs) descobri esse site sensacional.
É o Vote na Web. Ele é um site de uma organização não governamental que lista todos os projetos de lei no congresso, dando uma explicação simples, onde podemos votar e comentar sobre cada um. Claro que o voto não é válido no congresso, mas é uma forma clara de manifestação política e de opinião pública.
Vale muito a pena e o acesso é gratuito!
Além disso Recentemente a ONU deu visibilidade ao site e fez a proposta da criação de um em cada país como ferramenta democrática de exercício da cidadania!

P.S. Além disso podemos ver que certos representantes do povo levam a vida a propor besteira para beneficiar sua base ou "babar" alguma família importante. É tanta matéria para colocar o nome de políticos em rodovias que me impressionou. Eu adorei.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Por exemplo!

Para o "Evo Chaves" esse jovem europeu comeu muito frango!

Depois é implicância minha...

Quando eu digo que o "Evo Chaves" é um babaca e que não gosto dele sempre tem um pra me dizer que é implicância minha, mas fala sério, ele me dá muito motivo.

Olha a pérola que ele falou no mês de março (globo.com):

"O frango que comemos está cheio de hormônios femininos. Por isso, quando os homens comem esses frangos, têm desvios no modo como são homens".
Tudo bem que ele criticou o capitalismo e exultou a ecologia na mesma fala, mas... isso é um Zé Mané!!!!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Frase do dia!!!!

Marco Aurélio Garcia, Assessor Especial da Presidência da República referindo-se a uma série de posições do Governo Norte-americano, relacionadas ao clima, ao comércio e a sua política externa.

"O presidente Lula continua com grandes expectativas, temos um bom relacionamento com o governo dos Estados Unidos. Mas, a grande verdade é que até agora tem um grande sabor de decepção. Que nós esperamos que seja revertido."

Já eu não estou nem um pingo decepcionado. Sempre achei e acho que o Governo Obama veio para recolocar o país(EUA) no rumo tradicional, de onde foi tirado pela completa incompetência do Governo Bush. O grande ganho da condição do Obama só frutifica para a cultura americana. O relacionamento com os demais países muda muito pouco.


Obs. Detalhe! Esse assessor é o mesmo que outrora já colocou o governo em situação constrangedora fazendo gestos obscenos kkkk chega a ser ridículo isso.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Honduras na mesma moeda!!!

Eu entendo a dificuldade de entendimento sobre os processos culturais de desenvolvimento das nações e dos povos. Eu acredito que tenho umas pistas mas todo dia acrescento novas reflexões.

A maior parte da América Latina, a meu ver, está politicamente num patamar muito recente de democracia. Acho que estão comparativamente onde estávamos (Brasil) na década de 80. Muita emoção, muito desejo, muita fantasia e uma fé transbordante de que as coisas "vão melhorar" ou que "precisam melhorar" e o tempo de melhorar "é agora" por cima de "pau e pedra".

Na segunda metade da década de 80, com o início da reabertura política, o então Presidente Sarney mobilizou corações e mentes, arquitetou planos econômicos mirabolantes e implantou uma vintena de medidas tão sólidas quanto massa de modelar. Não é uma crítica que faço, mas uma relação direta com a sensação de euforia do país frente a mudança. Naquele tempo o povo fechava super-mercado, se sentia cidadão depois de muitos anos e estavam prontos a colaborar com o que pudesse.

Hoje, na América Latina vemos esse mesmo sentimento por todo lado. As pessoas estão prontas para receber o processo democrático, de mudança e cidadania. Assim como nós, que tropeçamos com o Collor e de lá para cá ainda estamos aprendendo, vemos populistas travestidos de "democratas" ambicionarem serem o "Pai da Pátria"!. Nessa categoria estão todos os proto-deuses como Hugo Cháves, Evo Morales e mais recentemente Lugo e Rafael Corrêa tem tentado entrar na clube. Esse pessoal, que apesar de representar boas mudanças cotidianas na vida das populações mais carentes de seus países tentam claramente consolidar seu poder e eternizar-se no comando de suas nações. Contudo, isso é feito sob uma capa mal costurada de democracia, elegendo um alvo mítico (imperialista) para combater e justificar a reeleição eterna. E se não vai na eleição vai a força. Hugo Chaves, por exemplo, debutou na "política" tentando um golpe de estado que deu errado. Todos eles tentam mudar a constituição na marra para beneficiar a interesses dos "salvadores do povo".

Em Honduras vemos claramente uma situação clássica do "sujo falando do mal lavado". Apesar de muita gente inclusive na imprensa apresentar os fatos beneficiando um ou outro expoente, a realidade é que ninguém está certo nessa brincadeira. E é vergonhosa nossa posição de apoio tendencioso a todos esses pseudo ditadores, incluindo o Zelaya!

O caso Honduras é simples; Manuel Zelaya(fotos com bigodão) é Presidente Eleito, porém ele, inspirado nos "Hugo Morales da vida" tentou mudar a constituição para permitir eleições eternas. O primeiro problema foi que ele não conseguiu apoio político suficiente e marcou um plebiscito para conseguir o objetivo. Ia tudo bem até que a Suprema Corte deles disse: "EPA!!!! NUM PODE RAPÁ!!!". E foi aí que o "bunitão" disse(embaixo daquele chapéu de cowboy): "VOU FAZER PORQUE EU QUERO!!!". Quando ele marcou o plebiscito a revelia da Justiça o Exército Hondurenho fez, esse sim, o que a Constituição manda fazer, Proteger a Constituição e a Democracia, e tentou "botar moral". Só que aí ocorre o outro problema, a intervenção do exército transformou-se num pequeno golpe (usando a mesma capa esfarrapada e puída de defensores da pátria). Hoje, quem dá as cartas por lá é o Micheletti (foto grisalha)!!!

Resumindo, é tudo "farinha do mesmo saco"!
E o Brasil se metendo nisso do lado do Hugo Chaves... ai meu saquinho!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Não devo e empresto!

Hoje li uma matéria, ou melhor, uma manchete realmente importante.
Pela primeira vez na história o Brasil é credor do FMI.
Compramos U$ 10 bilhões em bônus(espécie de ações) e com isso estamos passando do papel de devedor para credor do fundo. Isso era impensável a algum tempo atrás.
A crítica boba de que temos coisas mais importantes para fazer com o dinheiro do que “emprestar” ao FMI não cabe aqui. Apesar de termos uma infinidade de prioridades, mesmo assim, é válido. Essa ação nos credencia a ter mais credibilidade no mercado externo e isso é muito valioso. Essa é uma realização de uma geração. Fazem menos de 20 anos que entramos na rota da estabilidade econômica, o que só se conquista com estabilidade política. A continuidade das políticas econômicas austeras e reguladas trouxe-nos a uma condição de saneamento financeiro, o que representa também poder investir em reformas estruturais que o País tanto necessita.

Foi sensacional!

Brasil compra US$ 10 bilhões em bônus e vira credor do FMI pela primeira vez

P.S. Mas tá bom! 10bi já é o suficiente para dar o recado, agora vamos gastar aqui dentro.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Terror

Eles estão tramando algo... não sei o quê... mas está visível que a intenção não é boa.

P.S. Exemplo típico de como a sociedade norte-americana vê o mundo hoje em dia. Motivado pela ida de minha comadre pra lá e as exigências feitas. Num dos questionários que precisou preencher para as coisas que fará lá tinha uma pergunta mais ou menos assim...
"- Você sabe fazer bombas?" ... resta saber se quem souber vai marcar a opção: "- Yes i do!"

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Inocência inglesa...

Olha o caso. Duas turistas inglesas, identificadas como Shanti Simone Andrews e Rebecca Claire Turner, ambas de 23 anos, foram realizar denúncia de roubo ou furto, não sei ao certo, no Rio de Janeiro, de vários itens segurados. Itens como câmera fotográfica, laptop, ipod e coisas do tipo. O problema mesmo é que acharam as coisas "subtraídas" num armário trancado na pousada em que se encontravam. A chave do armário? Estava com elas, claro!

Aí, elas são presas e entre choro e lamurias dizem viver um inferno, de serem vítimas de preconceito, de terem sido submetidas a constrangimento... afinal, elas são inocentes ? Ai meu saco!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

"Brasileiros Internacionais"

E volta e meia retornamos ao ponto de debate sobre os Brasileiros que são barrados em outros países nos aeroportos e mandados de volta ao Brasil. Eu também retorno brevemente a esse tema.

O embaixador Eduardo Gradilone, ouvido pela Globo.com, explica que: “O direito internacional garante que você possa sair do seu país e voltar a ele, mas não garante o direito de entrar em um outro país. Mesmo que a pessoa tenha visto, é a autoridade migratória que decide se ela entra ou não”.

Ele também disse que o Itamarati acredita que entre 50% e 70% dos Brasileiros estão de forma ilegal em outros países e que isso atrapalha nossa imagem como turista visitante. Fez ainda uma reflexão muito boa quando falou: “O Brasil está acostumado a receber os europeus, a ter uma política liberal. Somos acostumados a tratar a imigração como uma coisa positiva e para nos é um choque, um paradoxo, sermos barrados em aeroportos europeus”.

Tudo bem até aqui. A casa é deles e por isso eles tem o direito de definir quem eles querem ou não lá. O que eu acho que eles não podem fazer, e isso me deixa indignado, é tratar mal um cidadão brasileiro sem motivo ou mesmo com motivo. São muitos casos de pessoas que são humilhadas e submetidas a condições degradantes nos aeroportos da Europa, principalmente. Não quer receber, ok, tá no teu direito! Trancar numa sala sem banheiro e alimentação adequada por até 72 horas, não pode!

O que me deixa fulo da vida é que quando um estrangeiro vai preso aqui no Brasil e recebe até tratamento melhor que os nossos, isso gera profunda indignação na imprensa estrangeira. As duas inglesas que tentaram dar um golpe na seguradora aqui no Brasil e foram presas, são tratadas quase como mártires pelos tablóides ingleses. Que saco!

P.S. E lembrei agora de um Italiano que cismou de andar nú na rua. Foi detido, liberado e na mesma noite... saiu nú novamente. Antes que a pergunta ocorra(se ele é louco?) a resposta é não. E estava drogado? Bêbado?A resposta é talvez ou ainda, um pouco. Mas afinal porque ele fez isso? Porque acha que pode! Que aqui não tem moral. Por falar em Italiano... meu Pai amado, os que vem pra cá, em sua grande maioria, mereciam uma mão de pêa caprichada nos beiço de cada um! Eles tem a mais absoluta certeza de que as mulheres de todo o Estado estão incluídas no pacote de viagem! P*** M****!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

EUA - Bush - CIA - Terror - Democracia

Neste mês de Julho, veio a tona uma nova "delicadeza" do governo Bush. Dick Cheney, então vice- presidente americano arquitetou com a CIA um plano anti-terror... secreto! O plano em questão esteve apenas sob ações de planejamento, preparação e treinamento desde 2001 e prometia aniquilar as "raízes" do terrorismo que assolaram os EUA com o 11 de Setembro. O problema mesmo é que esse projeto era secreto a todos, enquanto as leis americanas decretam que os Comitês de Inteligencia da Câmara e Senado tem de ser plenamente informados sobre esse tipo de ação.
- Tu sabia disso? Os Senadores e Deputados americanos também não!

Clica que amplia - malvados.com
O novo governo mandou suspender o programa, mesmo não sabendo direito o que é. Fez bem! Ponto pro Obama!

Mas a questão que me mobiliza não é exatamente essa, é a demonstração de alheamento do povo americano. Tento explicar.

O governo de Bush filho foi uma tragédia absurda. Uma farra de gastos infundados, guerras desnecessárias e medidas equivocadas. Gafes diplomáticas, arrogância, desrespeito e desinformação viraram regra no governo americano. O tal autorizou tortura em Guantânamo, alimentou a indústria armamentisca como nunca antes, "ajudou" muitos "amigos" em empresas texanas, levou a morte a outros países com objetivos econômicos, mentiu descaradamente, omitiu, divulgou documentos falsos, levou a economia americana a um vetor decrescente com um défict público inigualável e uma crise econômica mundial. Resumindo esse cara só fez MERDA!

Mesmo assim os americanos o reelegeram, e validaram um roubo histórico na sua reeleição, diante de John Kerry, e até hoje permanecem quietos frente a tudo o que houve. Melhoraram consideravelmente com a eleição do Obama mas, como já falei aqui noutro post, a minha opinião sobre sua eleição é diferente da maioria.

Tudo isso reforça a minha idéia a muitos mil quilômetros de lá... Aos Norte Americanos(cidadão médio) pouco importa quem está no poder e o que ele faça, desde que proteja o "estilo de vida americano". Que significa, ser rico, consumir muito, comandarem a política internacional e terem força suficiente para decidir "no braço" com qualquer um que se meta a besta. Ou seja, que não mude nada... e que se f*** a ecologia, a humanidade não americana, os direitos internacionais, a infância na Ásia, as populações Africanas e assim por diante.

Esse plano secreto é mais uma conta no rosário gigante de arbitrariedades da era Bush. São coisas que, numa democracia madura, deveriam ser alvo de grande estardalhaço e todas as CPI que se pudesse imaginar. Mas parece que Pizza não é exclusividade Brasileira.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Transformers

Fui assistir ao segundo filme da série com meu amor e meu filho.

Para quem gosta de ação e efeitos especiais... é uma boa pedida.

Para quem gosta de roteiros sérios e com um mínimo de continuidade e verosimilhança... esqueça.
Neste segundo filme, as lutas são até melhores. Optimus Prime está bem mais "fera" e o Megatron mais "palha". Há um novo vilão, muitos personagens novos inexpressivos que servem para morrer, apenas. Ao contrário do primeiro, as forças armadas americanas lutam efetivamente(enquanto os "bichões" desviavam-se de mísseis e balas de canhão no primeiro, no segundo são alvejados e destruídos). Tudo isso suavizado com um monte de personagens caricatos em situações divertidas.

Bem, foi divertido.

Porém(sempre tem um porém, visto que sou um chato de butinas)... as notas negativas são as diversas passagens em que outros países são ridicularizados e desmerecidos e no momento em que o "cara chato" do governo americano(sempre tem esse) sugere aos robôs que o U.S.Goverment não os aceitaria mais no planeta. OOOOPPPPAAAA!!!! É isso mesmo no planeta.
Aí me veio a pergunta... desde quando eles mandam no planeta todo a esse ponto?

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Korea do Norte

Alguns dias atrás abordei a triste história Koreana que foi dividida arbitrariamente por ideologias e poderes de outros países no fim da segunda guerra. Acredito que esperei amadurecer(ou apodrecer, talvez) minhas idéias sobre a crise atual.

O norte koreano foi dominado por décadas pelo General Kim Il-sung (foto) que resultou num país empobrecido, corrupto e isolado. Após a morte do velho ditador assume seu filho Kim Jong Il que além de muito menos habilidoso que o pai, é um filhinho mimado no modelo clássico.

Kim Jong Il(boneco) é apreciador de bons wiskys, de bons perfumes e de comidas sofisticadas. Usa sapatos com salto plataforma feitos por encomenda na tentativa de parecer mais alto(além de usar os cabelos espetados para cima). Vive num luxo que contrasta com seus trajes oficiais de cor cinza e com a enorme pobreza do país. O que ele quer, lhe dão, e ele quer cada vez mais.

A Korea do Norte tem um dos maiores exércitos do planeta e, apesar de mal armados, usam de seu poder militar para chantegear os países vizinhos. Não satisfeita com o "apurado" nas constantes chantagens sobre a Korea do Sul e Japão, agora, quer mais, como de costume.

A grande diferença é que esse protótipo de rei nanico possui armas nucleares e mísseis que podem levá-los aos vizinhos. A tecnologia é fruto da cooperação com Rússia, China e Paquistão, direta ou indireta ao longo dos anos.

Toda semana notícia de nova pressão estabelecida na política internacional. Ninguém em sã consciência poderia chamá-lo de lunático na minha opinião, mas de destemperado sim. Como toda criança mimada, não conhece limites claros e muito menos compreende a extensão de suas ações. Eu duvido que haja guerra. Os EUA estão com medo de quebrar e não vão levar sua enorme máquina de guerra para lá... apenas pela contabilidade da planilha de custos. Rússia e China são vizinhos e vão continuar cedendo e o sul koreano e o Japão vão continuar reclamando e alimentando Kim Jong.

ELE QUER MESMO... É APARECER!!!
"PRO PAPAI VER COMO SOU MAIOR QUE ELE!"

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Israel x Palestina - Judeus x Árabes

Essa é uma briga de Família. Judeus e Árabes são mais irmãos que qualquer outra coisa. Os mitos criadores de suas culturas são os mesmos ou absurdamente semelhantes. A Bíblia fala que dos filhos de Abraão (patriarca de Judeus e Árabes) 7 deram origem aos Árabes e 3 aos Judeus, filhos de mães diferentes (podia ter mais de uma esposa). Ambos os povos se colocam como herdeiros da primeira mulher.

Talvez a grande diferença cultural entre eles seja o período de escravidão no Egito, pelo qual sofreram os Judeus. Nesse período sua cultura passou por grandes transformações, tais como a assimilação da cruz como símbolo religioso (é Egípio sim, não sabia?), o julgamento dos mortos, o paraíso etc.

Os Árabes, maioria, nunca precisaram abrir mão de sua terra, mas viviam em constante transformação também. Maomé organizou uma extensa bagunça no mundo Árabe com o Islã, que na maioria das vezes foi apresentado na ponta da espada as outras tribos. Porém, além de ter um grande respeito pelos "povos do livro" como ele chamava os cristãos e judeus, aproveitou muita coisa do monoteísmo dos seus "irmãos".

Em verdade, parte da Bíblia, da Torá e do Alcorão são os mesmos textos, com pequenas mudanças. O que leva a reforçar a tragédia familiar desses povos.

Jerusalém é um capítulo a parte... cidade sagrada para Judeus, Árabes e Cristãos... só isso mesmo! Durante os séculos ela foi consquistada e perdida por todos eles e em vários momentos históricos os Judeus foram oprimidos da mesma forma que os Palestinos hoje o são.

Os Israelitas de hoje sufocam os palestinos como podem, com intransigência e força. Mas esse mesmo povo, a menos de 100 anos, antes da segunda guerra era massacrado no retorno a seu berço histórico. A Inglaterra, que na época dominava a região, para acalmar os ânimos revoltados dos Árabes com a constante chegada de Judeus limitaram a entrada e faziam vista grossa aos linchamentos, apedrejamentos, enforcamentos e perseguições que milícias palestinas praticavam contra os Judeus. Com a criação do Estado de Israel, esse povo, hoje opressor, foi atacado por todos os lados e ganhou diversas guerras de maneira impensável. Eles sobrevivem como País pela espada e contra toda a região. Na época da opressão inglesa e árabe, nos primórdios da ocupação judaica, os movimentos para criação de Israel inauguraram uma prática muito comum hoje... o terrorismo... Vejam só, o primeiro atentado terrorista moderno no oriente médio foi praticado por Judeus que explodiram um hotel (usando um carro bomba) com uma porção de autoridades britânicas.

Tudo isso dito, é para lamentar tanta dor na terra que reformou o mundo ocidental e parte do mundo oriental. A situação é mais delicada e complicada que parece. Historicamente esse é mais um capítulo de uma longa história de intolerância e ortodoxia. Nessa disputa, não tem inocente e nem mocinho, todos são culpados.