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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Não devo e empresto!

Hoje li uma matéria, ou melhor, uma manchete realmente importante.
Pela primeira vez na história o Brasil é credor do FMI.
Compramos U$ 10 bilhões em bônus(espécie de ações) e com isso estamos passando do papel de devedor para credor do fundo. Isso era impensável a algum tempo atrás.
A crítica boba de que temos coisas mais importantes para fazer com o dinheiro do que “emprestar” ao FMI não cabe aqui. Apesar de termos uma infinidade de prioridades, mesmo assim, é válido. Essa ação nos credencia a ter mais credibilidade no mercado externo e isso é muito valioso. Essa é uma realização de uma geração. Fazem menos de 20 anos que entramos na rota da estabilidade econômica, o que só se conquista com estabilidade política. A continuidade das políticas econômicas austeras e reguladas trouxe-nos a uma condição de saneamento financeiro, o que representa também poder investir em reformas estruturais que o País tanto necessita.

Foi sensacional!

Brasil compra US$ 10 bilhões em bônus e vira credor do FMI pela primeira vez

P.S. Mas tá bom! 10bi já é o suficiente para dar o recado, agora vamos gastar aqui dentro.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Capitalismo

Não é difícil de entender, pra ser sincero é bem simples.

Como compreendo existem dois motivos substantivos para o sucesso da lógica do capital. O primeiro é que ela é uma estratégia produtiva de extrema competência, nenhuma outra lógica permitiria tanto excedente. O segundo é que se insere numa dimensão muito básica da humanidade, é uma lógica inteiramente infantil, associada ao egocentrismo e insaciedade típicos da infância. É calcado no desejo... que desejo? Todo o Desejo!

Como argumentação apresento um "case" rsrsrs.

Nosso pequeno, no alto dos seus, na época, 7 anos, chegou para mãe e afirmou:

- Mãe, tu sabia que as pessoas ricas não trabalham? Elas nunca trabalham!
- É mesmo meu filho?
- É mãe, eles tem mordomos que fazem tudo por eles. Não precisa fazer nada, eles pagam para outras pessoas fazerem as coisas por eles.

Capitalismo puro!!! Marxismo puro(Marx - foto)!!!

Isso me dá uma certa angústia, ou melhor, uma enorme angústia, porque a lógica do capital é pouco cooperativa. Ela transborda na idéia de que podemos lucrar sobre o trabalho de outras pessoas. Ela é de fácil acesso e é cômoda para quem tem recursos e incômoda para quem não tem. Ela é instigadora, competitiva e alienante. Porém é sua condição de insustentabilidade que me apavora. Numa sociedade regida pelo capital sem regulação, não há cidadania que não seja paga. A estratégia produtiva é suicida, em algum momento acaba com os recursos e implode sua própria economia e o meio ambiente. Só há um desejo no capitalismo: MAIS!
E de desejar os infantes entendem muito bem.

Passo um tempo pensando na sofisticação que princípios de partilha e comunidade exigem. São difíceis de atingir, mais ainda de manter, requerem tempo e não são entendidos rapidamente. É uma luta injusta de educar os filhos em contrário do império dos desejos. Como se já não fosse suficientemente difícil, ordenar meu próprio desejo, meu próprio fetiche de consumo.

Mas meu coração parte mesmo é de notar que essas reflexões do pequeno vem à tona justamente no semestre que estamos quase sempre... trabalhando!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Entre a "Humanismo" e a Ecologia

Em todo semáforo somos abordados por pedintes(agora menos, é bem verdade), limpadores de vidros(que mais atrapalham que ajudam) e por um enxame de "Agentes de Publicidade"(que são as pessoas que ficam distribuindo propagandas de TUDO QUE HÁ).

Desde que descobri que aqueles jovens só recebem quando terminam de entregar todos os panfletos tornei-me um recebedor(e acumulador compulsório) de propagandas em sinal. Movido pela idéia de reforçar uma fonte de renda honesta. Isso significa ficar com o carro cheio de papel, porque jogar na rua eu também procuro não fazer.

Ia tudo bem até a Ecologia ocupar meus pensamentos... a quantidade de papel inútil começou a tornar-se uma ofensa... pensei no reforço que eu dou, mesmo que involuntariamente para o desmatamento e na nossa extrema necessidade de preservação. Aí... "torô o cano"!!!

Agora eu não sei se ajudo as pessoas ou o planeta! Ajudando o planeta eu ajudo as pessoas, mas sem trabalho pode ser que até lá não tenha pessoas e fico sem saber se recebo ou nego...

Dilemas!!! Porque tê-los?

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Vende-se chato atravessador!

Minha irmã Dra. vai vender seu carro, para comprar outro, mais novo, mais bonito e mais caro. Trago a situação para expressar algumas idéias.

A primeira é que "carro" sempre é motivo de prejuízo. Sempre! Não importa se novo ou usado, a marca ou o tipo... sempre desvaloriza, essa é a única verdade. Carro é um instrumento de transporte. Desse modo devemos ter um carro como um "bem de uso", é sempre um investimento sem retorno. A exceção são os casos em que o carro é um hobby(eu ainda terei um corcel 1 lindo!), mas mesmo eles, devem ser encarados da mesma forma.

Para se pensar um carro como bem de uso, temos de avaliar seu preço e manutenção de acordo com nosso orçamento. Assim, um carro de 50mil é para pessoas que podem dispor de 50mil sem fazer falta. Caso precise de um investimento, cálculos e ginástica no orçamento, está errado.

A satisfação de ter um carro sofisticado é puro fetiche, é a representação de poder e importância que ele traz, apenas.
Ok, mas o post não é só isso. Nas ações de mudança de carro minha querida "Eústa" tem de vender o antigo para dar de entrada no novo. Aí é que entra o chato e o atravessador.

A consecionária do novo oferece 20 ouros(por exemplo, numa moeda imaginária) no usado, mas ele vale 25 ouros no mercado. Ela o comprou a 2 nos por 30 ouros. O chato(eu) enlouqueceu, que não era para negociar o antigo direto com a loja do carro novo.

Acontece que as lojas de carros usados e as de carros novos que revendem usados usam descaradamente do expediente de comprar um carro por 8 ouros e vendê-lo por 14 ouros. Eles arrumam superficialmente o carro comprado e vendem como se fosse muito melhor. Esse é um fato. E essa é minha principal ogeriza. O "atravessador". Um ser que nada produz e que vive aproveitando-se do trabalho alheio. Ele, alegando o dinheiro na hora em espécie, compra muito barato a um particular e vende caro a outro consumidor particular. A diferença é seu lucro. Eles ganham de 30% a 50% sobre cada veículo. É uma mordida sobre o dinheiro alheio, suado pelo trabalho do antigo proprietário.

É verdade que alguns negócios entre particulares dão errado porque vigaristas aproveitam-se da boa vontade alheia, mas o "atravessador" não fica longe desses aproveitadores, pois o que ele faz meramente é pegar aqui de um enganado ou desesperado e revender ali a um ávido comprador desavisado. Essa ação é feita muitas vezes em 2 ou 3 dias. É um trabalho de risco, é verdade, mas não é honesto na minha visão.

Dra. a muito custo recuou da decisão de vender a um atravessador. A minha posição é a seguinte, se é para vender barato... venda a um particular. Em geral, consegue-se vender a um preço melhor que ao atravessador e mais barato que o comprador pagaria na loja do atravessador. Todo mundo que trabalhou ganha.