terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Azincourt

"Hook... Mais tarde teria pouca lembrança do que aconteceu ou mesmo do porque aconteceu... No entanto havia nele uma raiva súbita... por isso Hook pegou uma flecha. envernizada em sua bolsa de linho branco, pendurada a tiracolo.

Virou-se e baixou o arco a ponto de deixá-lo na horizontal, à sua frente, encostou a flecha na madeira e prendeu-a com o polegar esquerdo enquanto segurava a corda. Girou o arco longo para cima enquanto a mão direita segurava a extremidade emplumada da flecha e puxou-a, junto com a corda...

A corda estava junto a orelha direita de Hook. Seus olhos examinaram o terreno coberto pela fumaça do lado de fora da cidade, e ele viu o besteiro sair de trás de um pavise...

Mas Hook havia aprendido a usar o arco desde a infância. Havia ficado forte até ser capaz de puxar a corda dos maiores arcos de guerra, e havia ensinado a si mesmo que um homem não mirava com o olho, e sim com a mente. Você via, depois instigava a flecha com a vontade, e as mãos instintivamente se mexiam para apontar o arco, e o besteiro estava levantando sua arma pesada enquanto duas setas atravessaram o ar da tarde perto da cabeça de Hook.
Ele não percebia nada...

O besteiro não morreu com tanta facilidade... a flecha de Hook atravessou sua garganta..."

Um comentário:

Adryana disse...

Tava com saudade...