terça-feira, 18 de dezembro de 2007

O Puff...

Comprei um puff com o brasão do mais querido, maravilhoso, lindo... Tão lindo que já não o possuo mais... Em uma reunião de amigos muitíssimos queridos, tanto insistiram que o levaram... Já compro outro... faz mal não...

Esse móvel incomparável vendido na calçada por um ambulante, possuía o valor de 50 reais, pedi o melhor preço e o rapaz deixou por 45. Na verdade ficou por 44,70 , pois não tinha todo o valor na hora. Mas, tenho certeza que ele deixaria por 40, 38, 35 talvez... Mas não me sinto tendo perdido dinheiro, ou deixado de economizar. To na paz.

Essa paz é fruto de uma reflexão. Apesar de cinco reais não ser lá uma fortuna. Temos um hábito muito perverso em geral. Pechinchamos ao extremo com os ambulantes e nos conformamos docilmente frente aos “roubos de lojas e demais instâncias formais”. Comprei outro dia uma lanterna no sinal, por 10 reais, me foi oferecida por 12 e sairia por 8 se eu insistisse. A mesma está à venda por 27 reais numa loja perto de casa. Mesma marca importada, mesma coisa, ambas são “falsas”... Podemos colocar todos os custos, encargos e impostos que não permitem essa discrepância de valor.

O que quero refletir é que, alheio ao debate sobre a informalidade, somos espertos apenas com os iguais ou menores... Uma espécie de canibalismo perverso que faz dos pobres mais pobres e consequentemente os ricos mais ricos... Pagamos alegremente juros de 0,5 a 11% ao mês em crediários, financiamentos outros e cartões de crédito... e nos acostumamos a isso...

Decidi que não pechincho muito com ambulantes na rua, com vendedores de praia, com pequenos prestadores de serviço e dou imensa preferência aos comércios que negociam preço... Onde não tem conversa, não tem acordo...

Um comentário:

Adryana disse...

Concordo, em gênero, número e grau!