A minha resposta é: Em transição!
Temos um grande contingente de funcionários que entraram no serviço público durante a ditadura ou logo após. No tempo que os deputados andavam com uma pasta cheia de contratos públicos sendo distribuídos aos eleitores. Na época em que praticamente não haviam grandes políticas sociais. Esses estão tão mal formados e acostumados que me pergunto se há chance de mudarem antes da aposentadoria. Foi devido a essa parcela de inoperantes que as gestões públicas brasileiras desde o fim da década de 80 optaram por massacrar os salários e os benefícios. A idéia podia ser justa e necessária, mas foi mal executada.
Dos novos profissionais que entraram desde o fim da década de 90 até aqui, temos 2 grupos. Um que é apaixonado pela idéia de ganhar sem trabalhar, que acha que servidor público é um "merecido" e que se esmera em "se dar de bem". O outro grupo, que não passa de 25% de todo o contingente, que fazer bem feito, quer subir, quer edificar, tem idéias de "esquerda" e tratam o seu trabalho como uma missão de vida. Dentre estes últimos existem os técnicos, apaixonados pela burocracia e pela legalidade.Na minha humilde opinião, tem jeito. Mas temos de esperar uma parte aposentar-se, "caçar" e punir os novos desviantes e exaltar os abnegados. Dar melhores condições de trabalho, melhorar salários e profissionalizar a gestão. Lentamente isso já tem acontecido.
Grande problema é outro... e isso nos leva a outra mini-série de posts que farei em breve.
"O PROBLEMA DO BRASIL"




