Mostrando postagens com marcador relacionamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relacionamento. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O Segredo Secreto e a Desilusão Enfurecida

Uma vez meu amor, deitada comigo em nossa cama após um banho refrescante e sob a brisa leve de um ventilador (não preciso dizer que era verão porque aqui só tem dois climas; quente ou abafado) inquiriu antes de um beijo:

- Amor? Me conta uma coisa que tu nunca contou para ninguém! Um segredo que ninguém sabe!

E eu, pego de surpresa, fiquei pensando: "Um segredo... um segredo... um segredo..."
Dois beijos depois ela disse:

- Pode contar amor!

Aí eu falei:

- Depois que eu me banho eu tiro cataraca(meleca) do nariz e passo no guarda roupa no lado da parede.

Ela ficou uma arara, zangou-se e levantou para limpar me chamando de seboso.
Era um segredo, ninguém sabia! Acabou o clima e ela passou 1 hora para falar comigo direito.

Não entendo as mulheres!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Meu amor fingiu!

Certo dia desses estávamos, eu e meu amor, gastando os olhos assistindo TV. Eis que minha amada coloca no programa "Papo Calcinha" (acho que do canal GNT). O "Papo Calcinha" é um programa feminino de "esculhambaria"(mistura de esculhambação com putaria), no qual 4 moças jovens, bonitas e insinuantes falam sobre temas que invariavelmente derivam para a sacanagem numa visão feminina. Acho engraçado é que as pessoas parecem acreditar que o que elas contam são depoimentos pessoais, mas é óbvio que é um texto fictício. Se cada coisa que elas afirmassem fossem da vida delas elas precisariam ter uma vida sexual extremamente variada e ativa. Mas essa não é a questão do Post. O tema era, "fingir na cama". Claro que o machista metido a moderno, vaidoso e bocão que eu sou teve de perguntar abruptamente, como se fosse coisa que se pergunte e que se responda:
- Amor, tu já fingiu para mim na cama?

Então ela respondeu:
-Já amor, uma vez.
(breve silêncio e falta de ar...)
-Uma vez tu chegou em casa muito bêbado e eu fingi que dormia!

Risos!

Como eu a amo!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Condicionalidades x Oportunidades

Conheço um casal jovem, de namorados já com alguma caminhada, que planejam viverem juntos. Mas eles vivem a planejar condicionalidades. Vivem a dizer: Vamos nos casar quando pudermos fazer uma festa assim... quando comprarmos o apartamento tal... o carro novo, a cama assim, a TV assado... Falam que tem de arrumar um emprego X ou um concurso Y, ou ainda, um curso, uma faculdade, um mestrado ou qualquer motivo que inviabilize ficar junto naquele momento.

Esses dois repetem o que já vi acontecer algumas vezes. Casais que entendem que tem de "evoluir" a relação sem realmente ter certeza do essencial; querer ficar junto!

Quem ama a ponto de doer ficar longe do outro não vê condições para ficar junto, só vê oportunidades. Nada impede, em situações normais, que alguém fique com outro a não ser a falta de "querer". Na luta entre condicionalidades e oportunidades o diferencial é o amor, ou a falta dele.

Não significa que quem não quer viver junto não goste, mas se a comodidade da "liberdade" de estar "solteiro" é mais atraente que a necessidade de estar junto... não tem futuro, não preciso plano.

Eu tenho muita sorte e uma história de amor muito linda.
Eu reclamo da vida de chato que sou.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ctrl-C + Ctrl-V do Correio da Lapa

Essa eu achei fantástica e reproduzo integralmente. Só as imagens eu pesquei na net.

Esperma e pensão alimentícia nos EUA

ESPERMA É DA MULHER !

From Luciano Peixoto

JUSTIÇA NOS EUA DECIDE: ESPERMA DO HOMEM, UMA VEZ EJACULADO DURANTE RELAÇÃO SEXUAL, PASSA A SER PROPRIEDADE DA MULHER

Usar esperma para engravidar sem autorização do homem não caracteriza roubo porque, uma vez ejaculado, o esperma se torna propriedade da mulher. O entendimento é de um tribunal de apelação que devolveu uma ação por danos morais à primeira instância para análise do mérito. Nela, o médico Richard Phillips acusa a colega Sharon Irons de traição calculada, pessoal e profunda, no fim do relacionamento que mantiveram há seis anos. Sharon teria guardado o sêmen de Richard depois de fazerem sexo oral, e usado o esperma para engravidar.

Richard Phillips alega ainda que só descobriu a existência da criança quando Sharon ingressou com ação exigindo P.A, pensão alimentícia. Depois que testes de DNA confirmaram a paternidade, o médico processou Sharon por danos morais, roubo e fraude.

Os juízes da corte de apelação descartaram as pretensões quanto à fraude e roubo afirmando que a mulher não roubou o esperma. O colegiado levou em consideração o depoimento da médica. Ela afirmou que quando Richard Phillips ejaculou, ele entregou seu esperma, deu de presente. Para o tribunal, houve uma transferência absoluta e irrevogável de título de propriedade já que não houve acordo para que o esperma fosse devolvido.

Agora é oficial: Os homens não mandam mais em porra nenhuma!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Relações...

Somos extremamente ricos de amizade. Carinho, afeto e atenção não nos faltam, nem para ofertar e nem para receber. No grupo de amigos queridos temos alguns casais por quem temos grande estima e observamos a distâncias variadas a construção das relações... Nós, longe de sermos modelo de algo, vivemos nossa vida juntos em constante cuidado para permanecermos felizes lado a lado.

Às vezes é fácil, às vezes é difícil, mas cultivamos nosso amor a 10 anos numa filosofia simples de estar junto(lembrando que ser simples não significa fácil) e partilhar a vida.

Nos muitos amigos, todos tem seu próprio caminho, mais tranqüilo, mais doloroso, mais harmônico, mais errático, mas todos com seus sabores próprios. Ocorre, de vermos alguns queridos de quando em quando tropeçarem entre suas ideias e desejos e considerarem sua vida juntos um degredo.

Na semana do dia dos Namorados, transcrevo aqui um textinho lindo do Rubens Alves que fala de Tênis e Frescobol.

Hão de falar(ou de pensar): - Hein?!? Tênis e Frescobol?!? Tá maluco?!?
Respondo: - Calma, leia antes e depois entenda rsrsrs

TÊNIS X FRESCOBOL (Rubem Alves)

"Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?’ Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar. ’

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é o jogo naquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:

‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo’. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida’. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim."