quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Meu amor fingiu!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Poema para o meu amor
As sem-razões do amorEu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Dia da Mulher - 8 de Março

"O amor tem dessas coisas que não podemos crer,
nos faz convir com o que não pode ser,
nos faz sorrir mesmo sem entender,
nos faz ganhar mesmo querendo perder.
E o meu amor não é coisa de entendimento,
é meu pesar e meu contentamento,
é meu viver, logro de fundamento,
é meu sorrir cheio de encantamento.

Faz-me pecar, todo santo dia,
faz-me repleto, cheio de alegria,
faz-me sedento, torpe de agonia,
faz-me deserto de toda autonomia.
E meu amor é minha mulher,
é meus querê, minha perdição e meu encontro,
é minha vida, e tudo mais que isso, é delírio."
Parabéns pelo seu Dia.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Déjame sueltas las manos
Déjame sueltas las manosy el corazón, déjame libre!
Deja que mis dedos corran
por los caminos de tu cuerpo.
La pasión —sangre, fuego, besos—
me incendia a llamaradas trémulas.
Ay, tú no sabes lo que es esto!
Es la tempestad de mis sentidos
doblegando la selva sensible de mis nervios.
Es la carne que grita con sus ardientes lenguas!
Es el incendio!
Y estás aquí, mujer, como un madero intacto
ahora que vuela toda mi vida hecha cenizas
hacia tu cuerpo lleno, como la noche, de astros!
Déjame libre las manos
y el corazón, déjame libre!
Yo sólo te deseo, yo sólo te deseo!
No es amor, es deseo que se agosta y se extingue,
es precipitación de furias,
acercamiento de lo imposible,
pero estás tú,
estás para dármelo todo,
y a darme lo que tienes a la tierra viniste—
como yo para contenerte,
y desearte,
y recibirte!
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Condicionalidades x Oportunidades
Conheço um casal jovem, de namorados já com alguma caminhada, que planejam viverem juntos. Mas eles vivem a planejar condicionalidades. Vivem a dizer: Vamos nos casar quando pudermos fazer uma festa assim... quando comprarmos o apartamento tal... o carro novo, a cama assim, a TV assado... Falam que tem de arrumar um emprego X ou um concurso Y, ou ainda, um curso, uma faculdade, um mestrado ou qualquer motivo que inviabilize ficar junto naquele momento.Esses dois repetem o que já vi acontecer algumas vezes. Casais que entendem que tem de "evoluir" a relação sem realmente ter certeza do essencial; querer ficar junto!
Quem ama a ponto de doer ficar longe do outro não vê condições para ficar junto, só vê oportunidades. Nada impede, em situações normais, que alguém fique com outro a não ser a falta de "querer". Na luta entre condicionalidades e oportunidades o diferencial é o amor, ou a falta dele.Não significa que quem não quer viver junto não goste, mas se a comodidade da "liberdade" de estar "solteiro" é mais atraente que a necessidade de estar junto... não tem futuro, não preciso plano.
Eu tenho muita sorte e uma história de amor muito linda.
Eu reclamo da vida de chato que sou.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Dia a ser lembrado...
O fato é que eu sou o "faz merdinha da estrela" dos sonhos do meu amor. Ela inexoravelmente sonha comigo e invariavelmente eu estou fazendo besteiras nesses roteiros. Ou eu estou namorando outra, ou estou esquecendo algo, ou a deixei esperando, ou a esqueço em algum lugar desabitado, ou a ignoro num coletivo, ou não a protejo diante de um monstro... ufa! Exemplos são fartos! A pior parte é que ela acorda zangada comigo pelo que "fiz" no sonho dela.Não que eu seja a melhor das pessoas(será?!?), mas com certeza não sou das piores(será?!?).
E que fique claro que na imensa maioria das vezes ela me acorda com carinhos e beijinhos, mas várias vezes é porque ela me ama e me perdoa pelo que "fiz" na madrugada, enquanto dormia ao seu lado.
Em suma, já acordei com uma boa ação feita... Tô no lucro!!!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Relações...
Às vezes é fácil, às vezes é difícil, mas cultivamos nosso amor a 10 anos numa filosofia simples de estar junto(lembrando que ser simples não significa fácil) e partilhar a vida.
Nos muitos amigos, todos tem seu próprio caminho, mais tranqüilo, mais doloroso, mais harmônico, mais errático, mas todos com seus sabores próprios. Ocorre, de vermos alguns queridos de quando em quando tropeçarem entre suas ideias e desejos e considerarem sua vida juntos um degredo.
Na semana do dia dos Namorados, transcrevo aqui um textinho lindo do Rubens Alves que fala de Tênis e Frescobol.
Hão de falar(ou de pensar): - Hein?!? Tênis e Frescobol?!? Tá maluco?!?
Respondo: - Calma, leia antes e depois entenda rsrsrs
"Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?’ Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar. ’
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é o jogo naquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:
‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo’. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida’. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’
Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim."
