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domingo, 13 de setembro de 2009

Túnel do Tempo

E no taxi de volta, encerrando minha jornada semanal as 14hrs de sábado, o motorista vinha ouvindo um cd, gravado ao vivo, de uma banda "genérica", dessas que toca em casamento, quinze anos e outras tertulhas!

Para variar o cara cantou umas "trocentas" músicas da Jovem Guarda, enquanto o motorista saracoteava discretamente(difícil isso). Todas aquelas cópias descaradas das músicas dos anos 50 e 60 americanas que o Renato e seus Blue Caps e Os Pholhas cantavam como se fossem autorais.

Mas heis que o cantor desafinado(impressionantemente desafinado e meio fanho) saca um rock dos anos 80, vá lá... e o motor cantando sem importar-se com cronologia, estilo ou ritmo, porque afinal... tocavam como se fosse Jovem Guarda. Imaginei se não seria ele mesmo a cantar no CD... acho que não.

Mas então, perto do fim da nossa jornada... o ápice da seleção musical... desarrolharam um Men At Work... errado do início ao fim, no melhor estilo "embromeichiam"!!!! Foi nessa hora que voltei no tempo... fui parar lá no Centro Comunitário de Alto Santo, quando ia para as festas dançantes sob a responsabilidade de Tiquinha ou Leó! No tempo em que as bandas faziam intervalo, e tocavam sempre uma meia hora de "música lenta", e cantavam numa imitação de inglês patético... mas tão legal kkkkkkkk senti o vento e vi a lua a direita, sobre a arquibancada da quadra descoberta kkkkkk!

Ainda bem que chegou em casa, já estava com medo da próxima música.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Grafias

Falava com meu Amor, a Comadre, A. e a Borboleta essa semana. Estávamos a beira mar, no fim do dia, comendo camarões e tomando cerveja. Por do sol bonito, brisa fresca, nada para reclamar da vida.

Devaneando nos assuntos, alternando planos para mudar o mundo, piadinhas bobas e falar mal da vida alheia, falamos dos assuntos dos Blogs e de nossas idéias sobre eles. Surpreendi-me com Lu, quando ela me disse, em resposta a uma reclamação formal minha que ela abandona seu mural quando está perto de Bertão, que tentava, mas não conseguia falar da vida no blog, só dos sentimentos. Disse que tinha uma certa inveja dos comentários que faço sobre as coisas que vejo. Fiquei pasmo!

A pasmaceira se deve ao fato de que eu invejo os blogs autorais. Escritos que falam de si e dos sentimentos diante das coisas. Eu falo muito mais das coisas... transito nas idéias.

Cobraram minhas versões, interpretações sobre os poemas que posto. Ora, quero apenas permitir que cada um observe se há beleza nele a seus olhos. Acho que falo pouco de mim porque meus sentimentos já estão nos meus poemas, e eles andam pouco aqui porque no fundo, tenho muito medo de mim.
Eu sou um pequeno vulcão, pelo menos é como sinto, enfurecido e que inveja e busca a tranqüilidade. Que anseia pelo coração quieto, que torce pela inabalável certeza de que tudo tem seu ritmo e as coisas de um modo ou de outro se arrumam. Saber isso e sentir isso são coisas muito diferentes.

Sou dado a sensações intempestivas, a vaidades. Gosto de beber até a última gota, ler os livros até as orelhas, comer tudo que há na mesa. Aprovo a gulodice de vida e a maravilha da preguiça. Minha família e meus amigos são tudo o que quero mostrar do que sou. Minhas idéias costumam ser sólidas como diamantes e, enquanto não entendo algo, não tenho paz. Admito novas versões e mudo de opinião freqüentemente, mas as novas verdades são tão preciosas quanto as que abandonei.

Eu vivo na corda bamba entre tomar partido ou seguir minha vida. Eu temo o apreço que tenho pelo ardor da batalha. Eu desejo demais e me condeno por fazer de menos.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Contra a Maré,

Costumeiramente remo, nado e me afogo contra a maré e a duras penas, tenho aprendido a ser mais tolerante e menos beligerante, diante das coisas que discordo. Compreendo profundamente que às vezes estou certo e outras vezes, nem tanto, mas cultivo opiniões e este é o motivo destes escritos: Falar das coisas que penso diante das coisas que vejo. Serão as mais diversas, quem paciência tiver, verá, mas nem por isso, ambiciono concordância, preciso mais é marcar posição, afirmar, quase sempre, o contrário. Isso, não por ser do contra, mas por ser contrário. E sou estranho mesmo, sou diferente, gosto de um mundo de coisas. Gosto das coisas que todo mundo gosta e das que pouca gente aprecia também, tenho um grande apetite, literalmente. E, estranhamente existindo, vejo muitas coisas de modo especial. Aqui, apresento meus pensamentos e opiniões, minhas angústias e meus partidos, minhas bobagens e convicções mesmo que CONTRA A MARÉ.

“Todo homem que acredita profundamente em algo é um homem perigoso”

(sei lá quem disse isso, mas é vero)