
Esse é um tópico peludo. Mas minha opinião é clara... não pode ser criado como um animal de estimação comum.
Fatos:
- O cão é lindo. Forte, distribuído e ágil.
- A raça é recente, nem coloração da pelagem definida ainda possui. É aceita quase toda variação de cor.
- Foi desenvolvida a partir de diversas raças com qualidades de combate para rinhas de cães (briga de cães) e também utilizada para proteção contra outros animais de grande porte, como ursos.
- Possui alta tolerância a dor e um certo apego pelas atividades a que foi treinado, mesmo que morra para isso. Digo que ele é obsessivo.
- Tem grande potencial de machucar pessoas e outros animais.
- É considerado um cão da moda bad boy, largamente associado a atitudes agressivas e violentas.
É um animal e necessita ser compreendido em sua natureza. Bem cuidado e educado torna-se um animal gentil e brincalhão, embora continue tendo seu potencial de dano inalterado. No entanto é muito contraditório pois é comum ver exemplares que nunca tiveram de fato comportamentos agressivos atacarem por vezes o próprio dono. A raça foi desenvolvida selecionando os espécimes que relacionavam-se bem com humanos e muito mal com outros animais. Afinal, dentro da rinha tem um juiz que inclusive separa os animais ao fim da luta. Por vezes a rinha acontecia a céu aberto sem proteção para a platéia. Cães que atacavam o juiz ou os espectadores eram imediatamente sacrificados.

A contradição é comprovada rapidamente quando se pesquisa no Google - Ataque Pit Bull. Surgem um monte de matérias jornalísticas mostrando os ataques a suas vítimas preferenciais... crianças e idosos! Casos como o de um casal de idosos que criavam um casal para os netos serem atacados, de crianças conhecidas dos cães serem mordidas e de ataques a crianças acompanhadas dos pais quando só as crianças foram vítmias se destacam aos montes.
A mim, parece que essa raça se apresenta como pouco tolerante a fragilidade. Demonstrações de fraqueza são gatilhos para ataques. Isso é comum quando se lida com onças. Mesmo os tratadores antigos não podem demonstrar fraqueza dentro da jaula sob pena de sofrer um ataque imediato.
Em contrapartida a ferocidade do Pit Bull não é absoluta, o cão de um amigo permitiu a entrada de um ladrão em sua casa sem o menor sinal durante a noite com a família dormindo.
Some a tudo isso a inabilidade tremenda de criadores que não tem conhecimento nenhum de como adestrar um cão. Em geral o cão tem comportamentos ruins porque não foi ensinado a ele a maneira certa de se comportar. As raças caninas são muito hierarquicas e obedientes, bem tratadas elas são leais para toda a vida.
Minha opinião é que a raça representa perigo. Possui um largo histórico de desequilíbrio emocional e de surtos de selvageria. Deve ser excluído dos espaços públicos e criado apenas sob autorização judicial, responsabilizando o dono por qualquer dano que o cão possa praticar, inclusive homicídio. Para isso necessitamos de leis específicas. O cão deve ser adestrado e controlada a sua reprodução. Não dá pra criar indiscriminadamente pois a possibilidade de dano é muito alta.
O mesmo deve acontecer em relação a outras raças, como o Fila Brasileiro, o Doberman, o Rotweiler, o Dogo Argentino, o Mastim Napolitano e vários outros... pois esses, se der alguma coisa errada, pessoas podem ser mortas. Equivale a uma arma... tem de ter porte.